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Tribunal mantém levantamento do arresto de bens a Álvaro Sobrinho

Juiz da Relação rejeitou nulidades invocadas pelo MP.
Lusa 29 de Setembro de 2016 às 16:03
Empresário angolano Álvaro Sobrinho
Empresário angolano Álvaro Sobrinho FOTO: Vítor Mota

O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) manteve esta quinta-feira a decisão de levantar o arresto de bens do empresário luso-angolano Álvaro Sobrinho, após rejeitar as nulidades invocadas pelo Ministério Público, disse à Lusa fonte da Relação.

Segundo a mesma fonte, o TRL considerou "improcedentes as nulidadeds arguidas" no recurso do Ministério Público contra a decisão deste tribunal superior, que, a 07 de julho último, voltou a levantar o arresto de bens a Álvaro Sobrinho num caso relacionado com suspeitas de branqueamento de capitais.

A decisão de hoje teve como relator o juiz desembargador Antero Lúis e como adjunto João Abrunhosa.

Em julho, o TRL deu provimento a um recurso do empresário e antigo diretor do Banco Espírito Santo (BES) Angola e da empresa Grunberg Portugal, Unipessoal, Lda., cuja atividade económica está relacionada com a compra e venda de bens imobiliários.

Nessa deecisão, a Relação revogou um arresto de bens promovido pelo Ministério Público e confirmado pelo juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal Carlos Alexandre.

Em 2014, o Correio da Manhã noticiou que cinco apartamentos de luxo em Cascais de Álvaro Sobrinho foram arrestados e convertidos em definitivo a favor do Ministério Público, adiantando que o ex-presidente executivo do BES Angola era suspeito de branquear 80 milhões de euros, numa investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

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