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Golpe falhado propicia período de repressão no país

Declarações de François Hollande.
Lusa 16 de Julho de 2016 às 16:00
O presidente francês, François Hollande
O presidente francês, François Hollande FOTO: Reuters

O presidente francês, François Hollande, alertou este sábado que o fracasso da tentativa de golpe de Estado de sexta-feira na Turquia propiciará "sem dúvida" um período de repressão no país.

Se o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, "restabeleceu completamente a situação, e creio que é esse o caso, vamos ter um período de muita calma, mas sem dúvida também haverá repressão", declarou o chefe de Estado de França desde Nice, onde na quinta-feira à noite um atentado com um camião matou 84 pessoas.

Na sua primeira intervenção pública sobre o fracasso do golpe de Estado na Turquia, Hollande acrescentou que "um certo número de militares vão ter de responder pelo que fizeram e pelo que não fizeram".

O ministro francês dos negócios estrangeiros, Jean-Marc Ayrault, elogiara anteriormente a "grande maturidade e valentia" da população turca, que foi para a rua para deter os militares golpistas.

"A população turca mostrou a sua grande maturidade e valentia ao comprometer-se com o respeito pelas suas instituições. Pagou o preço com numerosas vítimas, que tenho muito presentes", disse, numa declaração difundida pela diplomacia francesa.

Ayrault sublinhou que a França "deseja que se possa recuperar muito rapidamente a calma" e "espera que a democracia turca saia reforçada deste desafio e que as liberdades fundamentais sejam plenamente respeitadas".

A Turquia foi alvo de uma tentativa de golpe de Estado na sexta-feira à noite, mas o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, disse hoje que a situação no país "está completamente sob controlo".

O último balanço aponta para 161 mortos entre civis e forças leais ao presidente Recep Erdogan, 1.440 feridos e 2.839 militares revoltosos detidos.

Yildirim adiantou que 20 militares revoltosos morreram no decurso da tentativa de golpe de Estado, números que contrariam o balanço inicialmente avançado pelas Forças Armadas, que apontavam para 104 mortes de militares revoltosos, abatidos pelas forças leais ao presidente Erdogan.

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