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Ucrânia quer procurar destroços de míssil russo onde avião caiu no Irão

Conselho de segurança da Ucrânia está a olhar para diferentes hipóteses no caso do avião que se despenhou. Morreram todas as 176 pessoas que seguiam a bordo.
SÁBADO e Lusa 9 de Janeiro de 2020 às 09:46
queda avião Irão
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O secretário do conselho de segurança da Ucrânia indicou que, na Internet, surgiu informação sobre terem sido detetados fragmentos de um míssil russo perto do local onde caiu um avião perto de Teerão, Irão. Está em cima da mesa a hipótese de o avião ter sido alvo de um ataque com explosivos.

Segundo a Reuters, as possibilidades por detrás da queda do avião que serão investigadas incluem a de ato terrorista, míssil antiaéreo, colisão ou explosão no motor.



A investigação vai incluir peritos que analisaram a queda do voo MH17 em 2014.

As autoridades ucranianas avançaram esta quinta-feira que estão a investigar pelo menos sete possíveis causas do desastre do Boeing 737 da companhia Ukraine International Airline no Irão que na quarta-feira fez 176 mortos, incluindo um eventual ataque com mísseis.

"Estamos a avaliar de forma minuciosa todas as teses, que são sete", indicou, em declarações à agência France-Presse (AFP), o secretário do Conselho ucraniano de Segurança e de Defesa Nacional, Sergei Danylov.

Por enquanto, "nenhuma é prioritária", precisou o representante.

Entre as possíveis teses que estão a ser exploradas pelas autoridades da Ucrânia está um possível disparo de um míssil antiaéreo contra o Boeing 737, a explosão de uma bomba a bordo do aparelho, a colisão do avião de passageiros com um 'drone' (aparelho aéreo não-tripulado) ou a deflagração de um incêndio no motor "por razões técnicas".

O aparelho Boeing 737 da companhia aérea privada ucraniana Ukraine International Airlines (UIA, na sigla em inglês) descolou quarta-feira de manhã da capital iraniana, Teerão, em direção à capital da Ucrânia, Kiev.

O avião despenhou-se dois minutos depois da descolagem, matando as 176 pessoas (passageiros e tripulantes) que estavam a bordo, a maioria de nacionalidade iraniana e canadiana.

Onze ucranianos, incluindo nove membros da tripulação do avião, também estão entre as vítimas mortais do acidente.

Também estavam dentro do avião da UIA pessoas oriundas da Suécia, Afeganistão, Alemanha e do Reino Unido.

A Ucrânia enviou para Teerão uma equipa de 45 investigadores para estudar as causas do desastre aéreo.

Com a chegada prevista para esta quinta-feira, a equipa de peritos ucranianos espera poder participar no inquérito em curso, em particular "na descodificação das caixas negras" do avião, referiu o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, num momento em que as autoridades iranianas estão a recusar o acesso às caixas negras do avião do fabricante norte-americano Boeing.

Segundo Sergei Danylov, alguns dos peritos ucranianos que estarão no Irão participaram na investigação do caso do voo MH17, da companhia aérea Malaysia Airlines, abatido em 17 de julho de 2014 por um míssil quando sobrevoava um território controlado por separatistas pró-russos no leste ucraniano.

As 298 pessoas a bordo do avião, que fazia a ligação Amsterdão-Kuala Lumpur, - maioritariamente holandeses (196) - morreram.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, decretou esta quinta-feira luto nacional pelas vítimas do acidente do avião ucraniano no território iraniano.

O Boeing 737 despenhou-se algumas horas depois do lançamento de 22 mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional anti-'jihadista' liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque, numa operação de retaliação pela morte do general iraniano Qassem Soleimani num ataque em Bagdad ordenado por Washington na sexta-feira passada.

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