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Um dos últimos tabus da guerra colonial passa por "Furriel Não É Nome de Pai"

Lusa 26 de Maio de 2018 às 08:11

O sentimento é de puro abandono e nem mesmo a meia idade os impede de chorar por um pai anónimo, que tanto se pode chamar "furriel" com um qualquer apelido. Na Guiné-Bissau, são considerados "restos de tuga".

As filhas e os filhos de militares portugueses que participaram nos três teatros da guerra portuguesa em África (Angola, Guiné-Bissau e Moçambique), sentem-se "incompletos" e "meias pessoas", um "limbo" que ainda, 45 anos depois, é um dos últimos tabus para os pais, anónimos, e alvo de estigmatização para os "órfãos".

As ideias estão lançadas e postas à discussão no livro "Furriel Não É Nome de Pai", da jornalista portuguesa Catarina Gomes, publicado pela editora Tinta da China, que conta vários episódios sobre os filhos que os militares portugueses deixaram na Guerra Colonial (19761/74), cujo número é totalmente desconhecido.

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