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Correio da Manhã

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Vaga de calor já fez mortos

A onda de calor que assombrou Portugal durante onze dias e acabou na passada segunda-feira teve impacto na mortalidade e aumentou o número de atendimentos nas urgências hospitalares, ainda impossíveis de contabilizar, anunciou esta quinta-feira o sub-director-geral da Saúde, José Robalo.
20 de Julho de 2006 às 16:13
De acordo com o sub-director-geral da Saúde, o efeito do calor na saúde das pessoas fez-se sentir mais no sul do País, nomeadamente Beja, Portalegre e Faro. Contudo, o número de atendimentos nas urgências hospitalares aumentou em todo o país, inclusive ao fim-de-semana, quando a procura tende a diminuir.
José Robalo esclareceu que não existem dados certos, pois as situações registadas até ao momento fazem parte de “uma primeira leitura dos números”, sendo necessário esperar até ao final do Verão para se poder avaliar o número de mortos.
No entanto já começam a existir números divulgados noutros outros países, como França que já deu conta de nove óbitos devido a esta vaga de calor. Tendo sido igualmente atribuída ao calor a morte de outras seis pessoas na Europa.
Os efeitos das altas temperaturas que se têm vindo a registar estão a ser monitorizados através do Plano de Contigência para as Ondas de Calor que foi activado a 15 de Maio e assim se mantém até 30 de setembro.
O plano criado em 2004, devido à onde de calor no ano anterior que provocou mais 1953 mortos que o normal para a época, foi igualmente accionado no ano passado, altura em que, de acordo com registos da Direcção-geral da Saúde (DGS), houve mais 462 mortos que o normal nesta altura do ano.
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