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Vereadores do PSD renunciam a cargos

Seis dos oito vereadores sociais-democratas da Câmara Municipal de Lisboa (CML) anunciaram esta tarde, por volta das 13h00, a vontade de renunciar aos seus mandatos, depois de uma reunião com Marina Ferreira, a vice-presidente da autarquia, assumindo-se preparados para a realização de eleições intercalares.
4 de Maio de 2007 às 17:23
Segundo a número dois da autarquia, porta-voz dos vereadores do PSD, “a nossa posição política é suficientemente forte para pré-viabilizar as eleições intercalares”. A autarca pediu ainda uma reunião extraordinária a Carmona Rodrigues, de modo aos vereadores formalizarem as suas renúncias.
Os vereadores demissionários manifestaram também a sua «pena, do ponto de vista político, por não terem condições para levar o mandato até ao fim».
Marina Ferreira revelou ainda que Carmona Rodrigues pediu para informar que não "irá a jogo com segundas e terceiras equipas", prevendo-se assim que o autarca abandonará o cargo.
Sobre Pedro Feist, as últimas informações indicam que o vereador independente, eleito pela lista do PSD, não pretende renunciar ao seu mandato, avançou a rádio TSF.
De acordo com a edição online do semanário ‘SOL’, Fontão de Carvalho, antigo vice-presidente da autarquia lisboeta, não irá também suspender o seu mandato como vereador, enquanto Carmona Rodrigues permanecer na presidência do município.
AMARAL LOPES RENÚNCIA A CARGO
Em declarações à rádio TSF, o vereador social-democrata Amaral Lopes já havia anunciado ao início da manhã que iria renunciar ao seu mandato, juntamente com outros cinco colegas da maioria.
Segundo o vereador do PSD, este foi o desfecho da reunião que os governantes tiveram ontem com o presidente da CML, Carmona Rodrigues, depois do autarca ter recusado demitir-se, na sequência de ter sido constituído arguido no caso Bragaparques.
Amaral Lopes anunciou que iria renunciar ao seu mandato, referindo que “não entende o exercício de cargos políticos como cargos pessoais”, e adiantando que todos os vereadores do PSD com funções executivas, à excepção de Pedro Feist (Obras Municipais), que não compareceu na reunião de ontem, têm a mesma intenção.
A renúncia dos vereadores sociais-democratas abre assim caminho para a convocação de eleições intercalares na autarquia lisboeta.
Recorde-se que Marques Mendes defendeu ontem a realização de eleições, que só podem acontecer perante dois cenários: ou um dos vereadores do PSD renuncia ao cargo, ou os vereadores da oposição (PS, CDS-PP e BE) se demitem em bloco, fazendo cair o executivo camarário. O líder social-democrata afirmou ainda que os vereadores que não renunciassem aos mandatos, perderiam a confiança política do partido.
Carmona Rodrigues pode, no entanto, recorrer à substituição dos vereadores.
PS AJUDA MARQUES MENDES
Miguel Coelho, líder da concelhia socialista lisboeta, afirmou esta sexta-feira, no Fórum TSF, que o PS vai "ajudar" Marques Mendes na sua decisão de provocar eleições intercalares.
O dirigente socialista informou que já pediu aos vereadores socialistas, efectivos e suplentes, para renunciarem aos seus mandatos, advertindo, no entanto, para o facto que estas declarações só serão entregues após a renúncia dos vereadores da maioria.
Também os vereadores do PCP e José Sá Fernandes, do BE, estão dispostos a renunciar aos mandatos, estando apenas à espera que os vereadores sociais-democratas entreguem as suas declarações de renúncia.
OPOSIÇÃO TEM QUE ASSUMIR RESPONSABILIDADES
Marques Mendes considera que o presidente e a oposição da Câmara de Lisboa devem assumir as “suas responsabilidades”, criando condições para eleições intercalares na autarquia, tal como fizeram os vereadores do PSD.
O líder social-democrata garante que, para si, “o assunto está resolvido e ultrapassado”.
MOÇÃO DE CENSURA A CARMONA
A Assembleia Municipal (AM) de Lisboa discute dia 15 uma moção de censura ao presidente da Câmara, proposta por Bloco de Esquerda subscrita pelo PCP.
A moção pretende reclamar junto da Câmara para que sejam criadas “todas as condições para a realização, o mais rápido possível, de eleições intercalares”.
FUNCIONÁRIOS APOIAM PRESIDENTE
Carmona Rodrigues esteve esta sexta-feira na Divisão Urbanística da Câmara Municipal de Lisboa, em Entrecampos, onde ouviu aplausos e mensagens de apoio de cerca de 300 funcionários municipais. O ainda presidente agradeceu o apoio e afirmou mais uma vez que tem recebido apoio de vários sectores, nomeadamente de autarcas.
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