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Vergílio Ferreira deve ser celebrado "do ponto de vista da alegria longa" - Lídia Jorge

Lusa 27 de Janeiro de 2016 às 07:15

A escritora Lídia Jorge, amiga de Vergílio Ferreira, que considera "decisivo" o papel do escritor na sua carreira, disse à Lusa que, no centenário do seu nascimento, se devia falar deste autor "do ponto de vista da alegria longa".

"Devia falar-se de Vergílio do ponto de vista da alegria longa. Realço os romances da fase mais tardia, 'Para sempre' [1983], 'Até ao fim' [1987], 'Em nome da terra' [1991] e 'Na tua face' [1993], porque são a apoteose da narrativa, ainda que ele seja um grande ensaísta. [Mas] o que ele dizia que mais gostava de fazer, e fez até ao último dia de vida, foi o romance", disse a autora de "Costa dos murmúrios".

Lídia Jorge aponta estes quatro romances como "viscerais, sem marca de escola, em que Vergílio [Ferreira] aproveitou tudo o que aprendeu, juntou a sua experiência de vida e mostrou, na arte de narrar, essa alegria imensa de viver".

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