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Correio da Manhã

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Vice da Câmara de Lisboa acusado de peculato

O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fontão de Carvalho, foi acusado de peculato pelo Ministério Público, há quase um mês, na sequência do caso dos prémios de produtividade dos administradores da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), tutelada pela autarquia.
15 de Fevereiro de 2007 às 23:21
O 'Expresso online' revela que na qualidade de vereador com o pelouro das empresas municipais, Fontão autorizou o pagamento dos prémios pecuniários, e avança que do mesmo crime foram também acusados esta quinta-feira, os administradores em causa, Eduarda Napoleão, Luísa Amado, Arnaldo Carvalho João e Aníbal Cabeça.
A notícia foi divulgada antes de um comunicado emitido pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), que anuncia que cinco pessoas foram acusadas em co-autoria do crime de peculato (apropriação indevida de bens de uma empresa pública), sem especificar quem são os visados, tendo sido deduzida ontem a acusação, ao invês do que escreve o media, de que receberam hoje a notificação.
Segundo apurou o 'Expresso', segundo Fontão de Carvalho foi constituído arguido neste processo há mais de um mês, na mesma altura em que Gabriela Seara e Remédio Pires foram constituídos arguidos no processo respeitante ao Parque Mayer.
Os outros administradores da EPUL e de duas empresas participadas – a Imohifen, Mediação Imobiliária, SA e a GF, Gestão de Projectos e Fiscalização de Obras, AS – passaram de arguidos a testemunhas. A acusação inicial, participação económica em negócio, passou agora a peculato.
FONTÃO DE CARVALHO NÃO VAI DEMITIR-SE
Em conferência de Imprensa realizada esta noite, Fontão de Carvalho afirmou estar de "consciência perfeitamente tranquila" e adiantou que não pretende demitir-se do cargo de vice-presidente que ocupa na CML, assinalando que continua a contar com a confiança de Carmona Rodrigues. "Considero que devo manter-me no exercício das funções para as quais fui eleito e de que muito me orgulho", afirmou.
Questionado pelos jornalistas sobre o facto de não ter revelado antes ter sido constituído arguido no processo da EPUL, Fontão de Carvalho rejeitou ter omitido tal informação. "Não omiti. Nunca ninguém me perguntou. O que me questionaram foi sobre o processo Bragaparques e nesse não fui constituído arguido", argumentou o vice-presidente da CML.
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