Barra Cofina

Correio da Manhã

Cm ao Minuto

Vodafone tem 17 clientes sem serviço por falta de substituição de rede de cobre

Mário Vaz adiantou que "a Meo prometeu resolver agora em abril essas situações".
28 de Março de 2018 às 13:42
Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal
Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal
Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal
O presidente executivo da Vodafone Portugal disse esta quarta-feira que na sequência dos incêndios a operadora tem cerca de 17 clientes sem serviço porque a rede de cobre sobre a qual assentava o seu serviço não foi substituída.

Mário Vaz falava na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, no âmbito de um requerimento do Bloco de Esquerda (BE) sobre o processo de compra da Media Capital pela Altice Portugal.

Relativamente aos incêndios, "temos cerca de 17 clientes" sem serviço, o qual "está dependente da rede de cobre", começou por dizer o gestor.

"Essa rede de cobre, infelizmente ardeu" e "essa rede não foi substituída", continuou, explicando que no lugar desta ficou outro tipo de tecnologia (fibra).

"Foi substituída por outro tipo de tecnologia que não temos acesso, o que inviabiliza atualmente" a reposição dos serviços àqueles cerca de 17 clientes da zona afetada pelos incêndios de outubro.

Agradecendo forma como aqueles clientes "têm esperado estoicamente pela reposição do serviço", Mário Vaz adiantou que "a Meo prometeu resolver agora em abril essas situações".

No final da audição, questionado pelos jornalistas sobre se esta rede era da Fibroglobal, o presidente executivo da Vodafone Portugal disse desconhecer.

"Não faço ideia se aquilo que a PT está a repor é PT-PT ou se é PT que é, por sua vez, a entidade que fornece também a rede de comunicações da Fibroglobal", afirmou, à margem da audição.

"É verdade que há coincidências entre concelhos ardidos, cobre que desapareceu nesses concelhos e que são concelhos em que a fibra era das redes rurais da Fibroglobal. Se quem está a repor é a PT, em substituição da sua anterior infraestrutura de cobre, ou se é a PT enquanto fornecedora de serviços da Fibroglobal, que também é por acaso sua acionista e também por acaso o seu único retalhista que vende serviços sobre essa rede, não sei. Só sei que é a PT", disse.

O gestor explicou que "para se acabar com o cobre é preciso pré-avisar e o pré-aviso não é tão pequeno quanto isso: são cinco anos para poder acabar com o cobre e pôr fibra".

"Nem vou discutir se faz sentido [colocar cobre no mundo da fibra]. A questão é que no cobre o cliente tinha alternativa, tinha opção de escolha de operadores, na fibra não tem", acrescentou, referindo que isso é "que não pode ser", recordando que os clientes da Vodafone aguardam desde outubro a reposição dos serviços.

A Altice comprou em junho de 2015 a PT Portugal/Meo por cerca de sete mil milhões de euros e anunciou em julho do ano passado que tinha chegado a acordo com a espanhola Prisa para a compra da Media Capital.
Vodafone Portugal Economia Mário Vaz Bloco de Esquerda Obras Públicas Meo Altice Portugal incêndios
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)