Barra Cofina

Correio da Manhã

Cm ao Minuto
7

Zika: Porto Rico decreta estado de emergência sanitária

22 pessoas infetadas com o vírus Zika, incluindo uma grávida.
5 de Fevereiro de 2016 às 19:09
A infeção por este vírus é suspeita de causar graves malformações congénitas no cérebro dos fetos
A infeção por este vírus é suspeita de causar graves malformações congénitas no cérebro dos fetos FOTO: Reuters
O governador de Porto Rico, Alejandro García Padilla, decretou esta sexta-feira o estado de emergência sanitária na ilha caribenha, onde 22 pessoas foram infetadas com o vírus Zika, incluindo uma mulher grávida. "O nosso principal objetivo é garantir a segurança dos porto-riquenhos e dar-lhes conselhos sobre as medidas preventivas necessárias", declarou Garcia Padilla.

No âmbito deste plano de contingência, a ênfase será colocada na luta contra os mosquitos, os principais transmissores do vírus.

Vão igualmente entrar em vigor medidas como o congelamento dos preços de certos produtos, caso dos preservativos, depois de um caso dos Estados Unidos ter confirmado a transmissão do vírus através de relações sexuais. "O Zika deve ser tratado como uma doença sexualmente transmissível, é preciso tomar as devidas precauções", disse Ana Rius, secretária da Saúde de Porto Rico.

As autoridades de saúde dos Estados Unidos também recomendaram que as pessoas que regressam de países afetados pelo vírus Zika usem preservativos ou se abstenham de ter relações sexuais. Três novos casos de Zika foram relatados em Porto Rico, elevando o número total de pessoas infetadas para 22, segundo as autoridades, que referem haver entre elas uma mulher grávida.

A secretária da Saúde de Porto Rico, que no mês passado aconselhou as mulheres a evitar a gravidez, anunciou ainda que foi estabelecido um período de quarentena para as doações de sangue. O Canadá e a Grã-Bretanha haviam já tomado a dianteira, tendo as autoridades de saúde canadianas anunciado, na quarta-feira, que os viajantes que voltam das regiões de maior risco devem esperar 21 dias após regressar ao país para doar sangue.

Por seu lado, o serviço público de saúde britânico decidiu, também na quarta-feira, que aqueles que retornam de países afetados pela epidemia não podem doar sangue ou órgãos durante 28 dias, como "medida de precaução". Aparentemente benigna, a infeção por este vírus é suspeita de causar graves malformações congénitas no cérebro dos fetos, tendo a Organização Mundial de Saúde classificado a epidemia como uma "emergência de saúde pública de âmbito mundial".
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)