O impacto do MBA na vida e nos salários é significativo

Para os diplomados dos programas do Lisbon MBA, os dados do Financial Times apontam para salários médios de 138 mil dólares anuais no International MBA e de 208 mil no Executive MBA, três anos após a graduação, aumentos de 77% e de 63%, respetivamente.

01 de junho de 2026 às 19:18
Filipe Santos e Pedro Oliveira destacam, no programa Economia Sem Fronteiras, o impacto do Lisbon MBA na progressão salarial, na empregabilidade e na formação de líderes preparados para contextos de mudança acelerada. Filipe Santos destacam, no programa Economia Sem Fronteiras, o impacto do Lisbon MBA na progressão salarial, na empregabilidade e na formação de líderes preparados para contextos de mudança acelerada. Foto: DR
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“O impacto do MBA na vida das pessoas, e em particular nos salários, é muito significativo. A maioria dos nossos alunos vai para mercados como o americano, a Inglaterra, os países nórdicos, onde os salários são, de facto, mais elevados”, explicou Pedro Oliveira, acrescentando que a taxa de empregabilidade do International MBA é de 94%.

Filipe Santos distingue os dois programas pelo perfil e pela fase de carreira dos seus candidatos. O full-time MBA atrai gestores mais jovens, entre seis e doze anos de carreira, “à procura de uma mudança de área, de emprego ou de país. Interrompem um ano, tendo um custo de oportunidade, mas que lhes dá um valor enorme de transformação pessoal e de reposicionamento profissional”. Por sua vez, o Executive MBA tem uma duração de 18 a 20 meses, organizado em módulos, sendo frequentado por gestores mais seniores que querem assumir posições de liderança e sentem necessidade de acompanhar a evolução na carreira com uma formação em skills de liderança. Ambos têm propinas de 39.500 euros.

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As mulheres nos MBA

Miguel Frasquilho, anfitrião do programa Economia Sem Fronteiras, acrescentou que, no International MBA, 78% dos alunos são internacionais e 53% são mulheres. No Executive MBA, a participação das mulheres ronda os 30%. Segundo Pedro Oliveira, é uma situação estrutural dos MBA, não é específica do Lisbon MBA. No Executive MBA, são alunos mais velhos, à volta dos 40 anos, idade em que “as mulheres estão ainda muito envolvidas na maternidade e um programa como o MBA, tão intensivo e que exige passar algum tempo fora de Portugal, pode ser uma limitação”. Acrescenta que desenvolvem iniciativas para facilitar a frequência por mulheres, desde bolsas financeiras a encontros com role models femininos, para mostrar que, além do impacto significativo nas carreiras, “o MBA é gerível e até pode levar o filho para Boston para o continuar a amamentar”.

Para Filipe Santos, as skills de liderança e a visão mais holística da realidade empresarial são fundamentais, a par das competências digitais, como a inteligência artificial. O programa de MBA tenta integrar ambas as componentes, “embebendo, por vezes, nas várias disciplinas, essas componentes. Por exemplo, a sustentabilidade, a questão da sustentabilidade e inovação, está embebida na maior parte das disciplinas ministradas no MBA”.

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Pedro Oliveira acrescenta que a relevância futura do programa não passa por criar especialistas, mas por formar líderes. “Vivemos tempos de mudança aceleradíssima e o que faz sentido é que o MBA crie líderes preparados para enfrentar qualquer desafio, seja tecnológico, geopolítico ou climático, e sobre como aprender a aprender, como lidar com situações absolutamente inesperadas. O programa expõe os alunos a diferentes contextos, continentes, empresas e docentes em vários sítios. Falamos de action learning, de resolução de problemas reais na vida das organizações”.

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