Os efeitos do plano de gestão feito na pandemia
Nas ambições para o futuro, Miguel Seijo contempla crescer mais em Portugal e além-fronteiras e tornar-se, “ainda mais do que hoje, uma referência já internacional”, afirmou Miguel Seijo
Em 2019, a Casa do Marquês faturou 13,8 milhões de euros, mas, com a pandemia da covid-19, em março de 2020, o volume de negócios caiu 84,5%, para 2,1 milhões de euros, enquanto o EBITDA caiu de 7,6% para -20,2%. Nessa altura, recorda Miguel Seijo, “a equipa de gestão apresentou-se na primeira segunda-feira depois do confinamento para começar a traçar os cenários e tomar as decisões sobre o funcionamento da empresa”. Por exemplo, a empresa passou de 80 colaboradores em 2019 para 50 em 2020, contando atualmente 95 colaboradores. “Devo-lhe dizer, com imodéstia, que fizemos a nossa análise e adivinhámos os dois anos que durou a pandemia”, referiu Miguel Seijo.
Para além das decisões imediatas e com “base em premissas absolutamente desconhecidas e imprevisíveis naquele momento”, traçaram a Casa do Marquês 3.0, “em que programámos como seria a organização e o funcionamento da empresa no futuro. Tínhamos algum tempo para começar a organizar alguns dos processos que fazem parte da empresa e da sua escalabilidade”.
Em 2022, a faturação da Casa do Marquês atingiu os 18,7 milhões de euros e, em 2025, chegou aos 19,2 milhões de euros. Mas o que revela a mudança estrutural com o novo plano é o EBITDA, que corresponde aos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, que passou de 7,6% em 2019 e depois estacionou entre 23,1% e 26,1% de 2021 a 2025.
Como disse Miguel Seijo, “estabelecemos um conjunto de processos que depois nos permitem escalar. Conseguimos muitas vezes fazer 14, 15 eventos num dia, e às vezes, nos dias anteriores e nos seguintes, e todos têm de ter a marca distintiva da Casa do Marquês. Para escalar e fazer com que todos os eventos mantenham esta chancela de qualidade, é fundamental termos processos muito organizados, capazes de assegurar ao cliente um serviço de excelência, tanto ao nível da comida como do atendimento das pessoas”.
O peso internacional
Entre 20% e 25% do volume de negócios da Casa do Marquês é realizado com clientes estrangeiros, que hoje são principalmente norte-americanos, já tendo sido irlandeses e ingleses. Como explica Miguel Seijo, trabalham “sobretudo dentro de portas, mas podemos, perfeitamente, e temos até uma licença que nos permite ir a qualquer país da União Europeia. Já fizemos alguns eventos fora de portas, por exemplo, participámos num torneio em Hamburgo de golfe, da Porsche”.
Lembra que tiveram um projeto de internacionalização para Angola em 2015 que se gorou. Estava numa fase de estruturação do plano de negócios quando “Angola teve, na altura, fortes restrições às divisas, e considerámos que não seria o momento nem o sítio adequado para estabelecer uma base”, esclareceu Miguel Seijo.
Nas ambições para o futuro, Miguel Seijo contempla crescer mais em Portugal e além-fronteiras e tornar-se, “ainda mais do que hoje, uma referência já internacional”. Garante que a Casa do Marquês tem “todas as condições reunidas para que isso possa acontecer. Temos uma equipa de gestão também na empresa, que foi também uma das coisas que introduzimos, altamente profissionalizada e capaz de manter os destinos da empresa com a mesma qualidade a que têm habituado todos os seus clientes e convidados dos eventos. Estamos absolutamente capacitados para fazer este percurso de crescimento”, concluiu Miguel Seijo.
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