Portugal no mapa da gestão mundial
A internacionalização da formação executiva portuguesa nasceu de uma joint venture entre a Católica Lisbon School of Business & Economics e a Nova School of Business & Economics, em colaboração com o MIT Sloan, que deu origem ao Lisbon MBA
“Nas áreas de economia, gestão, finanças e afins, Portugal já joga entre os melhores do mundo. Muitas vezes, quando pensamos naquilo em que Portugal é um dos melhores do mundo, pensamos no futebol e no turismo. Mas temos não apenas duas, mas várias escolas muito bem colocadas nos rankings internacionais. Portugal é hoje um polo de atração mundial de talento, e isto é único”, afirmou Pedro Oliveira, diretor da Nova School of Business & Economics, a Miguel Frasquilho, anfitrião do programa Economia Sem Fronteiras, no canal Now.
Para esta performance contribuiu em muito a criação, em 2007, do Lisbon MBA que, há cerca de duas décadas, juntou duas escolas concorrentes, a Católica Lisbon School of Business & Economics e a Nova School of Business & Economics, em colaboração com o MIT Sloan, liderando a internacionalização da formação executiva portuguesa. O resultado espelha-se nos rankings. O programa é hoje o 24.º melhor MBA da Europa, o 4.º do mundo em experiência internacional e o primeiro em Portugal a conquistar a Triple Crown de acreditações internacionais, que são a AACSB, a EQUIS e a AMBA.
A decisão de juntar as duas escolas não foi apenas estratégica, havia uma complementaridade que tornava a parceria coerente. “A Católica tinha, desde há alguns anos, um MBA executivo muito bom, para um público um pouco mais sénior, que queria mudar de carreira, e a Nova tinha um full-time MBA muito bom. O portfólio era complementar, juntando conseguimos ter, de facto, um portfólio extraordinário”, considera Filipe Santos, diretor da Católica Lisbon School of Business & Economics.
A isto acresceu a decisão de associar o MIT Sloan, instituição que encarnava precisamente o perfil tecnológico e empreendedor que o programa pretendia projetar. Pedro Oliveira recorda que convencer o MIT não foi imediato. Nas primeiras conversas, não era evidente o que a instituição americana ganharia com uma parceria em Portugal. “Quando começaram a conhecer estas duas escolas, perceberam que havia algo que podiam ganhar e podiam ter acesso a alunos excelentes, como temos o privilégio de ter desde o primeiro minuto”.
Os três pilares
O sucesso do Lisbon MBA tem, segundo Filipe Santos, três pilares. O primeiro é o valor do investimento. “O que os participantes ganham em termos não só do conhecimento, mas também de progressão na sua carreira, nos quais o nosso MBA está entre os melhores do mundo, face ao custo de Lisboa e ao valor da propina, é, de facto, um dos melhores do mundo em value for money. O retorno é muito grande para um investimento que tem um custo muito razoável”, salienta o diretor da Católica Lisbon SBE.
O segundo pilar é a experiência internacional, que está ligada à parceria com o MIT. Os alunos do International MBA passam um mês em Boston, com oito horas diárias de aulas. Neste aspeto, Pedro Oliveira acentua que “a zona do MIT, em Kendall Square, Boston, é uma das zonas mais extraordinárias do mundo, para quem se interessa por inovação, empreendedorismo, data analytics, mesmo inteligência artificial, biotecnologia. Há um caldo de empresas, de cientistas, de académicos, de alunos, que tornam aquela uma zona muito especial”. Filipe Santos acrescenta ainda que “temos criado cada vez mais experiências internacionais para os nossos alunos, na Europa, em Singapura e na África do Sul”.
O terceiro pilar é a própria cidade de Lisboa, que, com a sua qualidade de vida, modernidade e ecossistema de empreendedorismo, funciona como fator de atração de talento internacional. “Tem um ecossistema de empreendedorismo e inovação, que é um dos focos grandes do programa, também em par com a sustentabilidade e a inteligência artificial. É um hub de inovação e empreendedorismo muito atraente para o melhor talento que venha de fora”, concluiu Filipe Santos.
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