“Temos talento do melhor que há no mundo”

A busca pelo talento levou a Deloitte Portugal a iniciar uma estratégia de expansão territorial no território, abrindo escritórios em Braga, Viseu, Coimbra e Faro, o que permitiu “encontrar o melhor talento que existia a nível nacional e que não está restringido a Lisboa e Porto”, afirma António Lagartixo

06 de abril de 2026 às 10:26
António Lagartixo defende que a expansão territorial da Deloitte em Portugal foi decisiva para captar talento qualificado fora dos grandes centros e reforçar a capacidade da organização num mercado cada vez mais global e competitivo Foto: DR
Partilhar

A Deloitte Portugal recruta talento no mercado global, mas as principais fontes de recrutamento “são os nossos institutos superiores e as nossas universidades em Portugal, os quais são muito reputados, têm uma qualidade de ensino elevada, o que é uma vantagem. Temos talento do melhor que há no mundo”, sublinhou António Lagartixo, CEO e managing partner da Deloitte Portugal, no programa Economia Sem fronteiras, do Canal Now.

Foi este acesso a talento diferenciado e “com elevada qualidade na formação académica em Portugal”, como afirmou António Lagartixo, que permitiu à organização em Portugal posicionar-se de uma forma “muito distintiva na nossa rede internacional”. Salientou que o recrutamento é global e que estes jovens em Portugal têm, à saída das universidades, propostas atrativas de mercados internacionais, o que dificulta a atração e retenção de talento por parte da Deloitte.

Pub

Além disso, a Deloitte Portugal também é vista como uma excelente formadora de recursos de elevada qualidade, “o que torna atrativo para outras organizações e sectores contratarem os nossos profissionais”, sublinha António Lagartixo. Acrescenta que hoje, “com os novos métodos de trabalho, como o trabalho remoto, não precisam de se mudar para outros países”.

O equilíbrio do trabalho

“O modelo de trabalho nas grandes consultoras de serviços profissionais mudou radicalmente e hoje temos uma percentagem de trabalho remoto muito superior à que existia antes da pandemia”, considera António Lagartixo. Acrescenta que este tem de ser feito com equilíbrio e algum balanço. “Recrutamos jovens à saída das faculdades e, depois, há um percurso e uma aceleração profissional nos primeiros anos de carreira em que é fundamental a proximidade com as pessoas da empresa e os clientes. O trabalho remoto retira alguma capacidade de desenvolvimento pessoal e profissional aos nossos jovens”. Ainda assim, António Lagartixo defende que se tem de manter os equilíbrios conquistados com esta modalidade de trabalho, que tem inúmeros benefícios em termos de qualidade de vida.

Pub

Esta busca pelo talento levou a Deloitte, a partir de 2021, com a criação dos Centros Tecnológicos Globais em Portugal, a iniciar uma estratégia de expansão territorial. Hoje são mais ou menos 200 colaboradores em Braga, 200 em Viseu, 200 em Coimbra, 100 em Faro, mais de 1.300 no Porto e 3.300 em Lisboa, num total de 5.300 colaboradores, mais do dobro do que em 2018. Esta estratégia permitiu “encontrar o melhor talento que existia a nível nacional e que não está restringido a Lisboa e Porto”, afirma António Lagartixo. Permitiu também servir os clientes dessas regiões com talento, proximidade e qualidade.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar