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Uma viagem à 516 Arouca, a maior ponte pedonal suspensa do Mundo

Fica em Portugal e nem os mais nervosos resistem a atravessar. Liga os 516 metros de distância entre as margens de Canelas e Alvarenga com uma vista de cortar a respiração sobre o rio Paiva.

Fica em Portugal e nem os mais nervosos resistem a atravessar. Liga os 516 metros de distância entre as margens de Canelas e Alvarenga com uma vista de cortar a respiração sobre o rio Paiva.
A Ponte 516 Arouca, apontada como a maior estrutura pedonal suspensa do mundo, abriu quinta-feira dia 29 de abril a moradores locais e, entre os que já a conheceram em visitas preparatórias, até os mais nervosos a consideram "espetacular".

Ligando 516 metros de distância entre as margens de Canelas e Alvarenga, o novo equipamento do distrito de Aveiro está seguro por estruturas de betão e aço dispostas 175 metros acima dos rápidos do rio Paiva e integra um tabuleiro em gradil metálico que, além de permeável ao vento, também permite observar em profundidade o cenário sob os pés dos visitantes.

Toda a paisagem em torno da Ponte 516 Arouca está classificada como geoparque e integra a Rede Natura 2000.

A estrutura atravessa o vale da Garganta do Paiva e localiza-se junto à Cascata das Aguieiras, cujas águas se abatem sobre um leito fluvial que, por ser granítico, obriga o rio a desvios e curvas particularmente revolutos.

516
metros de comprimento 175metros de altura
1,20metros de largura
Pavimentoem grelha metálica
Inovadora a nível de engenharia e arquitetura por ter recorrido a técnicas concebidas de origem para a especificidade do próprio terreno, a ponte materializada pelo instituto ITeCons e pela construtora Conduril é assim "uma obra icónica, diferenciadora", que já vem motivando solicitações diversas enquanto "atração não só a nível nacional, mas também internacional".

Ponte Arouca
Ponte Arouca Violeta Santos Moura/Reuters
Ponte Arouca
Ponte Arouca Violeta Santos Moura/Reuters
Ponte Arouca
Ponte Arouca REUTERS/Violeta Santos Moura
Ponte Arouca
Ponte Arouca REUTERS/Violeta Santos Moura
Ponte Arouca
Ponte Arouca Reuters
Ponte Arouca
Ponte Arouca Violeta Santos Moura/Reuters

A presidente da autarquia, Margarida Belém, arfava um pouco após a caminhada ascendente sob 24 graus de sol, mas vinha contente. "Estarmos hoje a atravessar esta ponte e tê-la concluída é um orgulho enorme. Representa o trabalho de uma larga equipa e só foi possível porque estivemos sempre todos muito concertados e fomos ultrapassando juntos todos os obstáculos", afirmou.

Recordando que o Município avançou com a empreitada de 2,3 milhões de euros antes de saber se essa obteria a devida comparticipação comunitária, como se verificou só mais tarde através do Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos, a autarca socialista atribui o projeto à audácia local - diz que "Arouca é um município de interior já habituado a ser arrojado - e justifica-o também com boas contas - porque iniciar a obra sem financiamento "revela a capacidade financeira do município".

Os moradores em Arouca podem adquirir um cartão-residente, por 5 euros, que garante livre-trânsito por três anos na ponte e Passadiços do Paiva. Para os outros visitantes, os preços variam entre os 10 euros (6 aos 17 anos; +65 anos; e estudantes de todas as idades) e os 12 euros (restantes adultos) pela travessia da ponte, com direito a aceder aos Passadiços do Paiva - percurso de mais de 8 km entre a praia fluvial do Areínho e a ponte de Espiunca.

Há ainda packs familiares a partir de 30 euros. O acesso está interdito a crianças abaixo dos 6. Margarida Belém, autarca de Arouca, justifica o preço com a "experiência exclusiva proporcionada pela ponte, implantada num território natural valioso e protegido".
Texto Lusa e Bernardo Esteves
Imagens 
Violeta Santos Moura/Reuters