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Correio da Manhã

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Oitava conferência do CM Não Esquece decorreu em Gondomar

Coordenação política entre o Governo e as autarquias acabou quando foram extintos os governos civis. Isso foi um erro". A convicção é de Rui Pereira, ex-ministro da Administração Interna.
Aureliana Gomes 6 de Julho de 2018 às 10:09
Conferência em Gondomar
Iniciativa ‘CM Não Esquece!’
Conferência em Gondomar
Iniciativa ‘CM Não Esquece!’
Conferência em Gondomar
Iniciativa ‘CM Não Esquece!’
A coordenação política entre o Governo e as autarquias acabou quando foram extintos os governos civis. Isso foi um erro". A convicção é de Rui Pereira, ex-ministro da Administração Interna, que participou, esta quinta-feira, na oitava conferência ‘O CM Não Esquece!’, em Gondomar.

O ex-governante destacou a urgência de encontrar soluções para evitar incêndios como os de 2017, nos quais morreram 116 pessoas.

Rui Pereira diz que, para além da prevenção e punição pesada para os infratores, a solução para o combate aos fogos florestais passa por um maior envolvimento da Força Aérea e pela profissionalização dos bombeiros.

Num debate de cerca de duas horas, que contou com a presença de bombeiros, elementos da proteção civil e GNR, destacou-se a importância da punição dos infratores, nomeadamente no que respeita à limpeza das matas.

O presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins, realçou a importância de iniciativas destas e lembrou o trabalho feito pelo seu executivo na prevenção. "No ano passado foram colocadas torres de vigia em áreas florestais do concelho com câmara de videovigilância, mas, vários meses depois, ainda aguardamos a autorização para registar as imagens", explicou o autarca.

Na plateia, elementos da GNR lamentaram que em 2000 autos de gestão de combustível passados este ano, 1500 tenham sido arquivados. Sobre esta questão, apesar de perceber a necessidade da penalização, António Salgueiro, técnico da empresa Gestão Integrada e Fomento Florestal, defende que a responsabilização deve ser partilhada.

"Muitos dos pequenos proprietários não têm capacidade financeira para limpar as matas. O esforço tem de ser comum, não pode ser só o proprietário o responsável", disse o especialista em planeamento e proteção florestal.
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