page view

CMTV - As principais notícias no Correio da Manhã - Correio da Manhã

As histórias de quem perdeu as casas no incêndio de Monchique

No total existem 52 processos destinados à reabilitação e ao arrendamento de habitações após o fogo.

31 de maio de 2019 às 21:11

Monika vive há quase um ano com o marido numa caravana depois do incêndio que lhe tirou a casa, em Monchique. É um dos casos de sobrevivência após o fogo que devastou o concelho algarvio, no ano de 2018, e que agora o Investigação CM desta sexta-feira retrata. Mas há outros casos graves. Há habitantes que têm de suportar há vários meses o pagamento da renda apesar das dificuldades financeiras. Apresentaram as candidaturas aos programas do Governo, mas a burocracia entope os processos.

A caravana tornou-se na melhor amiga de Monika Pable e do marido Benhard. Há quase um ano que este casal austríaco é obrigado a improvisar. Após a tragédia de Monchique, o casal vive com o cão Sambuca, outro sobrevivente, neste espaço doado que tiveram de aprender a chamar de casa.

Pelo menos até julho esta será a sua morada. 350 euros é quanto vão pagar de renda quando se mudarem para a nova habitação. Vão candidatar-se ao programa Porta de Entrada para o apoio ao arrendamento.

O caso de Carmina é outro exemplo. 250 euros é quanto esta mulher tem de descontar todos os meses da reforma para pagar a renda da casa. Há mais de três meses que começou a entregar documentação para receber apoio do Estado. Feitas as contas já gastou quase mil euros em rendas sem ter recebido uma resposta. 

Também Maria Martins não tem tido a ajuda que esperava. O lar foi parcialmente destruído pelas chamas e o armazém agrícola que tinha teve de ser totalmente reconstruído. Teve de arrendar uma casa por conta própria onde vive com o marido.

Monika, Carmina e Maria são alguns dos rostos por detrás dos 52 processos destinados à reabilitação e ao arrendamento após o fogo de Monchique.

Já passou quase meio ano desde que a Câmara Municipal de Monchique e o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana assinaram o protocolo de cooperação. Até agora, nenhuma casa começou a ser reconstruída.