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As histórias de Sofia e Cláudia, as meninas que desaparecem sem deixar rasto

Famílias não sabem se as crianças estão vivas ou se foram assassinadas.

27 de novembro de 2019 às 21:04

Em Portugal há pelo menos nove casos de crianças desaparecidas que estão por resolver. No Investigação CM desta quarta-feira contamos-lhe duas histórias impressionantes de duas meninas que, se ainda estiverem vivas, já são adultas. Para os pais são memórias dolorosas. Vivem na dúvida permamente, sem saberem se as filhas estão vivas ou se morreram. Para a Polícia Judiciária são autênticos quebra-cabeças, becos sem saída.

Cláudia desapareceu quando tinha 7 anos, na vila de Oleiros, em Castelo Branco. Esta menina percorria o caminho entre a casa onde vivia e a escola, uma distância de apenas 500 metros. Até hoje não se sabe aquilo que aconteceu. Se Cláudia ainda for viva, terá 32 anos.

O processo da pequena Claúdia, foi destruído em 2017. Por essa altura, já passavam 23 anos sobre o desaparecimento desta criança e estava ultrapassado o prazo de prescrição de qualquer eventual crime relacionado com o caso. Mesmo que aparecesse agora um alegado autor, já não podia ser investigado, acusado ou condenado, porque o prazo de prescrição do crime, que seria de homicídio é de 15 anos. Decorridos os 15 anos sobre a prática dos factos, independentemente daquilo que se tiver passado, já não pode ser instaurado nenhum procedimento criminal contra ninguém.

O segundo caso que lhe contamos é o de uma menina que, com dois anos, foi tirada à mãe pelo pai. Este homem foi preso, cumpriu cinco anos de prisão e já está em liberdade. Nunca disse aquilo que fez à filha. Há 15 anos que ninguém sabe de Sofia de Oliveira, a criança mais nova da lista de desaparecidos da Polícia Judiciária. O caso aconteceu na Câmara de Lobos, na ilha da Madeira.

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