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Corpo de Luís Miguel Grilo estava em avançado estado de decomposição

Conheça todos os pormenores do homicídio macabro do triatleta Luís Grilo

Viúva Rosa Grilo apagou todos os vestígios do crime e foi de férias com o amante enquanto o corpo do triatleta esteve desaparecido.

19 de março de 2019 às 13:20

As fotos tiradas pela Polícia Judiciária mostram que o corpo de Luís Miguel Grilo estava em avançado estado de decomposição quando foi encontrado. Nada permitia dizer que era o triatleta. A PJ recolheu todas as provas encontradas perto do cadáver para tentar perceber de quem se tratava.

As imagens que a CMTV revela em exclusivo fazem parte do processo que agora chega à acusação. Foram feitas recolhas de vestígios no saco que tapava a cabeça da vítima e também no tapete que pertencia ao carro onde foi transportado o cadáver.

Outros pormenores foram de imediato assinalados. O cadáver já tinha sido atacado por animais, mas mesmo assim a tatuagem que ainda era visível era muito semelhante à do triatleta desaparecido. Podia ainda ver-se parte da cabeça de um touro e também algumas das letras que compunham a palavra IBERMAN.

Poucas horas depois, a PJ soube que a vítima tinha sido atingida a tiro. Foram recuperados restos do projétil no crânio da vítima. Não havia mais sinais de fraturas. 

A inspeção da PJ faz ainda uma análise da localização. Pretendem mostrar que Rosa Grilo tinha casa muito perto – em Avis – podendo aquela era uma zona que conhecia.

Para a Polícia Judiciária sustentar a acusação de homicídio é crucial fazer a reconstituição de tudo o que aconteceu.É uma peça fundamental do puzzle construído com os dados apurados pela investigação da Polícia Judiciária mas também a versão de Rosa Grilo.

A jornalista Tânia Laranjo teve acesso à residência de Luís e Rosa Grilo e faz essa reconstituição de uma forma precisa.

É uma peça fundamental do puzzle construído com os dados apurados pela investigação da Polícia Judiciária mas também a versão de Rosa Grilo.

Nos dias seguintes à morte do triatleta, entre sms e telefonemas, Rosa e o amante entraram em contacto mais de duas mil e oitocentas vezes. Mensagens que colocam a nu um romance, entre Rosa e António Joaquim, que nem a morte de Luís grilo conseguia disfarçar. O funcionário judicial tratava a amante por ‘docita’. Num outro momento, Rosa mandava fotos do jantar, que preparava cuidadosamente para surpreender o amante.

No dia em que o corpo de Luís Grilo foi encontrado pelas autoridades, Rosa e o amante estavam de viagem para um fim-de-semana romântico, em Porto Covo. A CMTV teve acesso exclusivo às imagens de videovigilância de dois estabelecimentos comerciais que comprovam a viagem para esse fim-de-semana de férias no exato dia em que o corpo do triatleta foi encontrado.  São imagens exclusivas que lhe mostramos agora pela primeira vez.

As comunicações escritas de Rosa Grilo chamaram desde logo a atenção da polícia. As mensagens que Rosa Grilo trocou com os funcionários da empresa do triatleta são estranhas... Não fazem muito sentido. A menos que Rosa quisesse manter uma aparência de normalidade que viria a ser relevante na construção da sua narrativa. Luís já estava morto.

Em apenas três meses, Rosa e o amante falaram em média 25 vezes por dia. As perícias ao telemóvel de Rosa Grilo foram fundamentais para a investigação. Numa vã tentativa de esconder à polícia a relação com António Joaquim, a viúva apagou o histórico dos inúmeros telefonemas e SMS trocados com o amante. Investigação CM mostra-lhe em exclusivo algumas das escutas mais relevantes

O cadáver só foi detetado 5 semanas depois do alerta de desaparecimento. O corpo estava em avançado estado de decomposição e numa primeira análise nem permitia identificação. O corpo tinha já algumas marcas de dentadas de animais mas o cenário não deixava margem para dúvidas: tinha sido vítima de um crime. As imagens que se seguem podem ferir os espectadores mais sensíveis.

Tudo indica que o triatleta foi morto em casa... Na cama. Mas a garagem da moradia  é um divisão importante na reconstituição do crime porque foi lá que Rosa guardou as peças da cama onde o marido foi assassinado. A viúva  terá desmontado tudo logo depois do crime.

Foi também na garagem que, segundo Rosa Grilo, estaria a arma usada no crime. A jornalista Tânia Laranjo esteve lá. 

Durante muito tempo, o paradeiro da bicicleta que Luís grilo teria levado era um mistério. O triatleta, supostamente saiu para treinar... E não regressou. Afinal era tudo mentira. Luís nunca saiu de casa... E a bicicleta esteve sempre na garagem

Rosa grilo tem aproveitado o tempo livre na cadeia para escrever cartas onde - por um lado - procura mostrar que está inocente... Por outro confundir a polícia. Entre justificações pormenorizadas, a viúva garante que sempre foi uma esposa dedicada embora reconheça que há muito tinha António Joaquim como amante.

A jornalista Tânia Laranjo teve acesso à residência de Luís e Rosa Grilo e faz agora a reconstituição do crime de acordo com aquilo que a PJ acredita que aconteceu. Luís Miguel Grilo foi morto no seu quarto com um tiro na cabeça disparado pelo, na altura, amante de Rosa.

As primeiras buscas realizadas à casa de Rosa Grilo foram feitas nos dias que se seguiram ao desaparecimento de Luís Grilo. Nessa altura, o triatleta ainda estava dado como desaparecido, mas tudo parecia estranho e injustificável. O homem tinha desaparecido sem deixar rasto.