Corpo de Luís Miguel Grilo estava em avançado estado de decomposição
Viúva Rosa Grilo apagou todos os vestígios do crime e foi de férias com o amante enquanto o corpo do triatleta esteve desaparecido.
As fotos tiradas pela Polícia Judiciária mostram que o corpo de Luís Miguel Grilo estava em avançado estado de decomposição quando foi encontrado. Nada permitia dizer que era o triatleta. A PJ recolheu todas as provas encontradas perto do cadáver para tentar perceber de quem se tratava.
As imagens que a CMTV revela em exclusivo fazem parte do processo que agora chega à acusação. Foram feitas recolhas de vestígios no saco que tapava a cabeça da vítima e também no tapete que pertencia ao carro onde foi transportado o cadáver.
Outros pormenores foram de imediato assinalados. O cadáver já tinha sido atacado por animais, mas mesmo assim a tatuagem que ainda era visível era muito semelhante à do triatleta desaparecido. Podia ainda ver-se parte da cabeça de um touro e também algumas das letras que compunham a palavra IBERMAN.
Poucas horas depois, a PJ soube que a vítima tinha sido atingida a tiro. Foram recuperados restos do projétil no crânio da vítima. Não havia mais sinais de fraturas.
A inspeção da PJ faz ainda uma análise da localização. Pretendem mostrar que Rosa Grilo tinha casa muito perto – em Avis – podendo aquela era uma zona que conhecia.
Para a Polícia Judiciária sustentar a acusação de homicídio é crucial fazer a reconstituição de tudo o que aconteceu.É uma peça fundamental do puzzle construído com os dados apurados pela investigação da Polícia Judiciária mas também a versão de Rosa Grilo.
A jornalista Tânia Laranjo teve acesso à residência de Luís e Rosa Grilo e faz essa reconstituição de uma forma precisa.
É uma peça fundamental do puzzle construído com os dados apurados pela investigação da Polícia Judiciária mas também a versão de Rosa Grilo.
Nos dias seguintes à morte do triatleta, entre sms e telefonemas, Rosa e o amante entraram em contacto mais de duas mil e oitocentas vezes. Mensagens que colocam a nu um romance, entre Rosa e António Joaquim, que nem a morte de Luís grilo conseguia disfarçar. O funcionário judicial tratava a amante por ‘docita’. Num outro momento, Rosa mandava fotos do jantar, que preparava cuidadosamente para surpreender o amante.
No dia em que o corpo de Luís Grilo foi encontrado pelas autoridades, Rosa e o amante estavam de viagem para um fim-de-semana romântico, em Porto Covo. A CMTV teve acesso exclusivo às imagens de videovigilância de dois estabelecimentos comerciais que comprovam a viagem para esse fim-de-semana de férias no exato dia em que o corpo do triatleta foi encontrado. São imagens exclusivas que lhe mostramos agora pela primeira vez.
As comunicações escritas de Rosa Grilo chamaram desde logo a atenção da polícia. As mensagens que Rosa Grilo trocou com os funcionários da empresa do triatleta são estranhas... Não fazem muito sentido. A menos que Rosa quisesse manter uma aparência de normalidade que viria a ser relevante na construção da sua narrativa. Luís já estava morto.
Em apenas três meses, Rosa e o amante falaram em média 25 vezes por dia. As perícias ao telemóvel de Rosa Grilo foram fundamentais para a investigação. Numa vã tentativa de esconder à polícia a relação com António Joaquim, a viúva apagou o histórico dos inúmeros telefonemas e SMS trocados com o amante. Investigação CM mostra-lhe em exclusivo algumas das escutas mais relevantes
O cadáver só foi detetado 5 semanas depois do alerta de desaparecimento. O corpo estava em avançado estado de decomposição e numa primeira análise nem permitia identificação. O corpo tinha já algumas marcas de dentadas de animais mas o cenário não deixava margem para dúvidas: tinha sido vítima de um crime. As imagens que se seguem podem ferir os espectadores mais sensíveis.
Tudo indica que o triatleta foi morto em casa... Na cama. Mas a garagem da moradia é um divisão importante na reconstituição do crime porque foi lá que Rosa guardou as peças da cama onde o marido foi assassinado. A viúva terá desmontado tudo logo depois do crime.
Foi também na garagem que, segundo Rosa Grilo, estaria a arma usada no crime. A jornalista Tânia Laranjo esteve lá.
Durante muito tempo, o paradeiro da bicicleta que Luís grilo teria levado era um mistério. O triatleta, supostamente saiu para treinar... E não regressou. Afinal era tudo mentira. Luís nunca saiu de casa... E a bicicleta esteve sempre na garagem
Rosa grilo tem aproveitado o tempo livre na cadeia para escrever cartas onde - por um lado - procura mostrar que está inocente... Por outro confundir a polícia. Entre justificações pormenorizadas, a viúva garante que sempre foi uma esposa dedicada embora reconheça que há muito tinha António Joaquim como amante.
A jornalista Tânia Laranjo teve acesso à residência de Luís e Rosa Grilo e faz agora a reconstituição do crime de acordo com aquilo que a PJ acredita que aconteceu. Luís Miguel Grilo foi morto no seu quarto com um tiro na cabeça disparado pelo, na altura, amante de Rosa.
As primeiras buscas realizadas à casa de Rosa Grilo foram feitas nos dias que se seguiram ao desaparecimento de Luís Grilo. Nessa altura, o triatleta ainda estava dado como desaparecido, mas tudo parecia estranho e injustificável. O homem tinha desaparecido sem deixar rasto.
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