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Maria do Céu perdeu todos os sonhos quando tinha 17 anos.
Maria do Céu Brito tinha 17 anos quando foi submetida a uma operação de baixio risco, no Hospital de São João, no Porto que correu mal e a deixou com uma incapacidade de 99%. Não fala, não anda, não come sozinha e nunca irá conseguir cumprir o grande sonho que tinha: ser advogada. A vida interrompida de Maria do Céu, no Investigação CM, desta sexta-feira.
Mais de cinco anos depois a família continua a travar uma luta na justiça contra o hospital e contra os profissionais de saúde envolvidos no caso. Praticamente sem apoios do Estado, os pais enfrentam graves dificuldades financeiras para uma vida digna a Maria do Céu, ao mesmo tempo que lutam na Justiça, pois não têm dúvidas de que houve negligência médica neste caso.
21 de fevereiro de 2014 foi o dia mais negro da vida de Manuel Brito. Maria do Céu, na altura com 17 anos, foi submetida a uma operação no Hospital de São João, no Porto. A cirurgia visava corrigir um sopro no coração e teria uma alta taxa de sucesso. As horas passaram e os pais perceberam que algo de muito errado se passava.
A cirurgia terminou com a jovem com incapacidade de 99%. Até hoje, os pais continuam a não compreender o que aconteceu na mesa de operações.
O Investigação CM falou em exclusivo com os pais desta jovem. Um testemunho extremamente emotivo onde a revolta e a tristeza estão lado a lado desde que, como dizem, a vida da filha foi roubada.
A família, residente em Gondomar, pede uma indemnização de 960 mil euros, um processo que pode, no entanto, demorar vários anos até estar concluído.
Os pais de Maria do Céu querem saber exatamente o que aconteceu à filha, que aos 17 anos viu todos os seus sonhos serem roubados. No Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto corre uma ação contra 14 profissionais de saúde e o Hospital de São João, no Porto.
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