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Utentes da Soflusa obrigados a dormirem no cais de embarque. Conheça o caso de Tiago de 25 anos

Utentes da Soflusa obrigados a dormirem no cais de embarque. Conheça o caso de Tiago de 25 anos

Caos nos serviços de transporte da empresa causa transtorno na vida de milhares de pessoas.

17 de julho de 2019 às 21:16

Os utentes da Soflusa vivem em constante stress. Os atrasos e as supressões de barcos ao longo do dia são um transtorno enorme para os milhares de passageiros da empresa que todos os dias têm de atravessar o Tejo.

O 'Investigação CM' encontrou um caso, que não é único, de um jovem que teve de passar a noite no cais de embarque porque os dois últimos barcos de regresso à margem sul foram cancelados. 

São esses sucessivos cancelamentos que geram os dias de caos e tensão principalmente na estação fluvial do Barreiro, às primeiras horas do dia.

O olhar dos milhares de utentes é de desilusão, de cansaço de quem já teve de lidar demasiadas vezes com os atrasos, as supressões, a sobrelotação, a ira e a impotência de nada poder fazer.

Tiago André tem 25 anos, vive no Barreiro e todos os dias tem de estar em Cabo Ruivo, em Lisboa, às 9h00 para começar aquela que é para si a oportunidade de uma vida mais estável.

Está a tirar uma formação de segurança privado. Conhece bem o stress de quem está dependente do serviço da Soflusa. Há um mês ainda trabalhava no Pingo Doce, no Cais do Sodré, fazia turnos e, por isso, dependia demasiado da Soflusa.

Chegou mesmo a ter de dormir na estação, e, depois, no local de trabalho porque simplesmente não havia barcos para voltar para casa. 

Tiago André chegou a pedir justificações de atrasos à Soflusa: "Fui obrigado a encontrar alternativa nos TST. Soflusa não".