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Correio da Manhã

Comunicados de Imprensa
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Calendário Solidário 2019

Mães & Cuidadoras Informais.
16 de Janeiro de 2019 às 18:25

Este calendário, tem o intuito de sensibilizar a opinião pública, sobre a urgência de um estatuto do cuidador informal, sensibilizar a opinião pública, de que amanhã, este problema pode ser também seu.

As receitas da venda desta acção, reverterão para as terapias, tratamentos e/ou suplementos alimentares dos filhos destas 12 mulheres. Tem um valor de 5€/un + portes de envio. As encomendas podem ser feitas, através  do facebook ou por e-mail, mães.cuidadorasinformais@gmail.com

 
Definição de cuidadores informais:

São pessoas que cuidam de outra, numa situação de doença crónica, deficiência e/ou dependência, parcial ou total, de forma transitória ou definitiva, ou noutra condição de fragilidade e necessidade de cuidado, realizando-se este fora do âmbito profissional ou formal.

Um grupo de 12 mães, Cuidadoras Informais, nomeadamente com filhos com deficiência e/ou com doença crónica grave e complexa, juntaram-se numa acção individual nesta campanha cujo intuito principal se foca no sensibilizar a Sociedade e todas as entidades Públicas e privadas, para a importância da criação Urgente de um Estatuto de Cuidador Informal. Como acção solidária, a venda do presente calendário, reverte na integra, para angariar fundos para as terapias, tratamentos e/ou suplementos alimentares para os seus filhos.

Ser cuidador é abdicar, muitas vezes, da vida pessoal, laboral e social, em prol do cuidar do outro. Sujeitar-se a uma imensa sobrecarga física, psicológica e emocional, perder os rendimentos e frequentemente a própria saúde.

As respostas tipicamente institucionais, além de não serem suficientes, devem ser a última linha de apoio. Devem ser criadas condições para as famílias terem recursos de viverem e cuidarem até chegar ao "fim de linha", nomeadamente com dignidade!

Famílias que poupam milhares ao Estado Português, e até agora, nunca tinham conseguido ter Voz!

Famílias que por amor, deixam de ser mulheres; homens; profissionais, … pessoas até!

Mulheres que não se reconhecem, mesmo que a lente lhes mostrem quem são!

Cuidadores informais que nem sequer reconhecem os sinais de falência… falamos de falência emocional e física!

Famílias destruturadas, sem qualquer apoio ou condições de quem tanto poupa em recursos e que são da responsabilidade do estado, e constitucionalmente consagrados na Constituição da República Portuguesa.

O estatuto a ser criado deverá abranger todos os cuidadores, independentemente da patologia e/ou faixa etária das pessoas cuidadas.

 
É Urgente:

  • Acautelar o apoio psicossocial de quem cuida,
  • Assegurar apoio pecuniário que compense a perda de rendimentos das famílias,
  • Garantir a protecção social (carreira contributiva/reforma) laboral (flexibilidade e/ou redução de horário; justificação de faltas devido a acompanhamento a consultas/tratamentos da pessoa cuidada),
  • Garantir um sistema fiscal equitativo, com deduções fiscais específicas,
  • Considerar como atendimento prioritário no acesso aos cuidados de saúde,
  • Garantir o direito ao descanso do cuidador,
  • Reforçar as estruturas formais que assegurem apoio domiciliário.

 

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