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Correio da Manhã

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Estação de Arroios reabre ao público após conclusão das obras de ampliação e remodelação

Agora, Arroios pode receber comboios de seis carruagens e está dotada de elevadores que lhe conferem acessibilidade plena.
14 de Setembro de 2021 às 15:10
Com um investimento de 6,67 milhões de euros, a empreitada agora finalizada incluiu, também, a remodelação dos átrios (abrangendo a reorganização dos espaços de apoio à exploração) e a introdução de dois elevadores cais/átrio/cais e um elevador átrio/exterior/átrio tendo em vista dar continuidade ao cumprimento legal das várias obrigações em matéria de acessibilidades.
 
Com a reabertura da estação Arroios, o Metropolitano de Lisboa passa a ter 41 estações (das 56 existentes) dotadas de acessibilidade plena, isto é, dispõem de acesso entre a superfície e o cais de embarque para pessoas com mobilidade reduzida, o que corresponde a 73,2% da totalidade das estações da rede.
 
Esta intervenção vai ainda melhorar a qualidade do serviço na rede para benefício dos milhares de clientes que diariamente utilizam o Metro de Lisboa, principalmente para os moradores da zona de Arroios, que já não terão de se deslocar até às estações Alameda ou Anjos para aceder ao metro. O comércio e os serviços locais vão, igualmente, beneficiar com esta reabertura que irá revitalizar o movimento da zona. Localizada na Praça do Chile, a estação Arroios, com os seus quatro acessos, é uma das principais estações numa das freguesias com mais população na cidade de Lisboa.
 
A estação de Arroios entrou em exploração em junho de 1972, com a abertura do troço Anjos/ Alvalade. Contou, nessa altura, com projeto arquitetónico de Diniz Gomes e intervenção plástica de Maria Keil, que escolheu um módulo simples formado por linhas paralelas amarelas e brancas ou amarelas e azuis e compôs figuras geométricas retangulares que se destacam quer pelas cores, quer pela orientação vertical ou horizontal das linhas.
 
A presente remodelação da estação Arroios, agora com o projeto de arquitetura de Paulo Brito da Silva, incluiu a reposição dos painéis de azulejos de Maria Keil nas paredes laterais dos átrios, reinterpretando-os nas zonas onde aumenta a área de parede revestidas, já que essas paredes passaram a ter dois pisos (cais e átrio).
 
A estação tem agora duas zonas distintas unidas por um pavimento em granito preto amaciado com peças de remate na mesma pedra. Podemos verificar as zonas em que se mantém a estação antiga, como os 70 metros de cais sob galeria abobadada ou os corredores de ligação entre os cais e os acessos com paredes revestidas com azulejos em barro vidrado a brancos diferentes, formando um padrão aleatório simultaneamente hexagonal e pentagonal. Já os dois átrios, nos topos dos cais onde se efetuam os prolongamentos, foram profundamente alterados onde se incluíram os painéis de Maria Keil como revestimento das paredes limites laterais.
 
A nível do cais, foi igualmente integrado um painel de azulejos de Nikias Skapinakis (pintor português de ascendência grega), denominado "Cortina Mirabolante", tríptico de cerâmica com cerca de 15 metros de comprimento, composto por três painéis de cores quentes e fortes. Este painel, agora tornado público, é uma obra invulgar produzida através de uma técnica inovadora em que o azulejo é recortado nas suas mais diversas formas e tamanhos, e posteriormente colado, como se de um puzzle se tratasse.
 
Recorde-se que a obra de remodelação e ampliação da estação Arroios da linha Verde do Metropolitano de Lisboa teve início em julho de 2017, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2019. Por motivos de incumprimentos contratuais da empresa então contratada e tendo em conta, igualmente, o interesse público subjacente à execução dessa empreitada, o Metropolitano de Lisboa viu-se obrigado, em janeiro de 2019, a rescindir o contrato respetivo, tendo o novo concurso sido relançado em fevereiro de 2019.
 
Após a conclusão da fase de concurso, o procedimento foi remetido, em novembro de 2019, para visto prévio do Tribunal de Contas, cuja Declaração de Conformidade foi proferida a 27 de dezembro de 2019 e enviada ao Metropolitano de Lisboa no dia 30 desse mesmo mês. Em janeiro de 2020, é assinado o auto de consignação com o atual empreiteiro (Domingos Da Silva Teixeira, S.A./Efacec Engenharia e Sistemas, S.A./DTE - Instalações Especiais S.A./Cari Construtores, S.A. (DST/DTE/Cari/Efacec – Arroios, Ace), que corresponde à entrega formal da obra.
 
Esta obra enquadra-se num amplo projeto de modernização das estações e infraestruturas que se encontra a ser desenvolvido pelo Metropolitano de Lisboa, com vista à introdução de melhorias a nível estrutural, de acessibilidades e à consequente melhoria da oferta e do serviço prestado.
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