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Histórias Reais e Imaginárias, em nova intervenção artística pela FBAUP
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Durante o mês de maio, o Lionesa Group dá continuidade à mais recente aposta de reabilitação da rua do Loureiro através da arte - "Movimento Arte pela Arte" - com a inauguração da segunda intervenção artística, na mítica e carismática Rua do Loureiro. "Quem conta um Ponto, acrescenta-lhe um Conto", assim se designa a obra, que cruza histórias reais desta artéria portuense com outras que poderão integrar a mística local. O projeto foi concebido pelos estudantes Ana Cardoso, Ana Leça, Ana Margarida Silva, Antónia Spengler, Clara Ginoulhac, Filipa Moreno e Mariana Maia Rocha, sob orientação de Domingos Loureiro, Diretor da licenciatura em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
"Na proposta que se apresenta, centramo-nos na formulação hipotética de um mito local, relacionado com a área da Rua do Loureiro e do anterior Mosteiro, desmontado para dar origem à Estação de São Bento. O objetivo é colocar em destaque a condição de facto e de mito, onde ambos colaboram na definição de atenção e mediatismo. No caso da Rua do Loureiro, entre as imensas histórias que esconde e revela, haverá, certamente, algumas que são mais factuais do que outras, mas, simultaneamente, existirão também algumas que, sendo factuais, parecem ficções", sublinham os futuros artistas a propósito da intervenção.
Com o intuito de mostrar a forma como a perceção de cada cidadão pode ser "potenciada e iludida", a intervenção "Quem conta um Ponto, acrescenta-lhe um Conto" vai centrar-se em três espaços principais. O primeiro, "Plásticos São Bento", retrata a instalação de um cenário com uma tumba embrulhada onde se identificam pequenos detalhes de uma figura humana – a éfigie de São Bento. Este símbolo, na forma de estátua jacente de corpo inteiro, representa a figura de São Bento, deitado em posição fúnebre, de mãos justapostas em forma de oração, com o dedo indicador direito decepado.
No número 48 da Rua do Loureiro, será, por sua vez, possível contemplar uma pintura realizada sobre a grade antiga de uma ourivesaria, com a frase que dá nome ao projeto, estimulando, assim, a curiosidade e a intriga sobre o erro na redação do ditado. Contudo, o texto é intencional e revela pistas sobre a forma como tudo o que acontece pode ser ficcional.
Já no último espaço, os visitantes são confrontados com uma ilusão da realidade, protagonizada através de duas cores, o rosa e o verde, projetadas sobre uma chapa. "Visto numa direção, o rosa destaca-se, e na direção contrária, o verde sobrepõe-se. Quando olhado de frente, a complementaridade das duas cores produz um efeito ótico bastante desconcertante, dado que os nossos olhos não conseguem estabilizar a focagem, criando uma reação de desconforto e fascínio", explicam os sete estudantes do curso de Pintura.
Importante referir que em causa está a segunda de cinco intervenções que o Lionesa Group vai inaugurar na Rua do Loureiro até ao próximo mês de julho.
Através deste movimento artístico, o Grupo convida a vida da cidade a não abandonar esta rua esquecida, promovendo o encontro e a partilha, não só de moradores e portuenses, como de todos os visitantes, isto enquanto prepara as condições para a sua reabilitação enquanto artéria central do coração do Porto.
"Começamos a requalificação e demos vida ao movimento Arte pela Arte que no fundo é um convite a ver na arte uma lupa sobre o território e também um motor de regeneração. É um convite a todos os que conhecem uma zona que também está a cair em esquecimento, tal como a Rua do Loureiro, a travar esse esquecimento tirando uma fotografia e colocando-a nas redes sociais com o hashtag #artepelaarte e assim, alertar a comunidade para um problema", explica Francisca Pedro Pinto, Diretora de Marca e Desenvolvimento de Negócio no Lionesa Group.
Filtro Instragam do Movimento Arte pela Arte:
Recorde-se que a Rua do Loureiro, situada em casco medieval classificado pela UNESCO, é uma das mais antigas artérias da Invicta, tendo ficado esquecida, durante vários anos, na reabilitação urbana da cidade. O panorama está prestes a mudar, graças ao movimento desencadeado, que dotará de vida a artéria, outrora crucial no desenvolvimento do comércio portuense, mesmo antes do arranque das obras de requalificação dos edifícios adquiridos pelo Lionesa Group.
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