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Correio da Manhã

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“RESGATE” longa metragem moçambicana independente estreia em Lisboa e Porto

O filme chega agora a Portugal em parceria com os Cinemas NOS.
8 de Agosto de 2019 às 16:26
A longa-metragem moçambicana RESGATE tem estreia marcada em Portugal para o dia 8 de Agosto, nos cinemas Alvalaxia (Lisboa) e Parque Nascente (Porto), com exibição até dia 14.

Depois de esgotar as salas de cinema em Moçambique, o filme chega agora a Portugal em parceria com os Cinemas NOS. Em Moçambique, mais de 6 mil espectadores foram ver RESGATE ao cinema desde que estreou nas cidades de Maputo, Matola (no sul do país) e Tete (no centro), chegando a bater em audiência títulos internacionais como Rei Leão ou Homem Aranha.

Filmado em Moçambique entre 2017 e 2018 e parcialmente editado em Portugal, RESGATE é um dos poucos filmes independentes produzidos no país africano, e a primeira longa que conta uma história contemporânea e urbana.

O filme é realizado e escrito pelo jovem moçambicano Mickey Fonseca, com direcção de fotografia e edição de Pipas Forjaz. Os dois fundadores da produtora Mahla Filmes são também os produtores executivos desta que é a sua primeira longa.

A banda sonora do filme é da autoria do músico luso-moçambicano a residir em Moçambique Milton Gulli (Cool Hipnoise, Cacique ’97, entre outros) e do moçambicano Nandele Maguni. Conta ainda com temas do rapper moçambicano Azagaia, entre outros jovens de relevo da música lusófona, como Xeny Wa Gune (agrupamento Timbila Muzimba) e Ziqo.

Em Moçambique RESGATE foi recebido pela crítica e pelo público como um corte com as tradicionais narrativas de Moçambique na grande tela como um país que se resume a guerras, a obscurantismo, a pobreza e ruralidade. Para muitos moçambicanos, esta é a primeira vez que se vêem representados num filme nacional, o que contribuiu para a receptividade do público para o filme.

A ideia para o filme surgiu há alguns anos quando os raptos de cidadãos com posses e de estrangeiros, que afectaram a comunidade portuguesa, se tornaram mais frequentes no país. Segundo a Deutsche Welle, no espaço de seis anos, até 2018 tinham sido raptados 150 cidadãos portugueses em Moçambique.

Desde que surgiu a ideia de produzir RESGATE, Fonseca e Forjaz investiram os rendimentos da sua produtora em equipamento, para reduzir o orçamento filme e conseguirem levá-lo para a grande tela. Para a dupla, era essencial ter liberdade criativa nesta sua primeira longa e, também, provar que é possível fazer cinema independente na Pérola do Índico, onde o cinema depende quase em exclusivo de fundos externos.

Em Setembro será também exibido em 5 províncias de Angola, em parceira com o Cinemax. Será a primeira exibição comercial de um filme moçambicano naquele país.
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