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Correio da Manhã

Vidas em quarentena

"Tentar não perder o ritmo": mãe tenta conjugar teletrabalho com telescola dos filhos

Era suposto que as aulas tivessem começado esta terça-feira, mas para João Ruivo, a viver em Alcobaça, não foi assim.
A.M.R. 15 de Abril de 2020 às 09:05
Paula Ruivo com os filhos
Paula Ruivo com os filhos FOTO: CMTV
Este foi um início de terceiro período escolar muito atípico, com o País ainda em estado de emergência e as famílias em confinamento obrigatório, a tentarem gerir o seu tempo entre o teletrabalho (para quem o pode realizar) e o apoio aos filhos. Era suposto que as aulas tivessem começado esta terça-feira, mas para João Ruivo, a viver em Alcobaça, não foi assim.

"A informação que recebemos do agrupamento é que os primeiros três dias deste período vão ser dedicados a reuniões, para se perceber como é que tudo se vai processar", explica a mãe, Paula Ruivo, técnica de Recursos Humanos mas atualmente em casa, como mãe a tempo inteiro, para cuidar dos filhos, João, de seis anos, e Isa, de um.

"Recebemos esta informação através de um email enviado aos pais, a dizer que por estes dias estão a preparar o ensino à distância", acrescenta. "Nós temos vivido estes tempos entre brincadeiras e atividades. Também com alguns trabalhos escolares, que vieram no final do segundo período. É um dia de cada vez", diz Paula Ruivo, que está com receio que o João perca o ritmo de estudo a que estava habituado.

"Tentamos fazer um horário mais ou menos flexível, não muito rígido porque mediante a situação, e a nossa estrutura familiar, também temos de dar atenção à Isa... O João vai fazendo alguns trabalhos e tentando manter um ritmo de estudo mais ou menos regular, para tentarmos que não perca muito tempo. Até porque não sabemos quanto mais é que isto tudo vai durar...", conclui Paula Ruivo.
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