Marcelo pára fecho de teatro
Presidente da República mediou conversa entre ministro e Luís Miguel Cintra.
Centenas de pessoas encheram ontem o Teatro da Cornucópia para assistir àquele que estava anunciado com o último espetáculo da companhia fundada por Luís Miguel Cintra. Mas a presença do Presidente da República e do ministro da Cultura no local abriram uma "nesga de esperança" para que a Cornucópia possa prosseguir a atividade.
O espetáculo estava marcado para as 16h00, e já se formavam filas à porta. Mas, uma hora antes, Marcelo Rebelo de Sousa chegou, a conduzir, sozinho, ao teatro do Bairro Alto, Lisboa, onde está sediada a companhia. A iniciativa do Presidente da República levou o ministro da Cultura a cancelar uma visita a Castelo Branco e a deslocar-se ao local. No palco, Marcelo serviu de mediador de uma conversa entre Luís Miguel Cintra e o ministro Luís Castro Mendes para evitar o fim do teatro.
Em cima da mesa está a possibilidade de ser criado um regime de exceção para financiamento à atividade da Cornucópia. No fim do encontro, o ministro garantiu que "as conversações estão em curso" e Luís Miguel Cintra assegurou que não está "a fazer chantagem de espécie nenhuma". Marcelo apelou para que se "fale mais um bocadinho para ver se é possível um projeto que não seja o do encerramento".
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