'Michael': o biópico que vem para quebrar recordes

Produtor garante que o filme não branqueia ninguém, mas a história termina antes das acusações de abuso de menores.

20 de abril de 2026 às 01:30
Jaafar Jackson numa cena do filme 'Michael', que estreia nas salas de cinema nesta semana Foto: Direitos Reservados
Jaafar Jackson dá corpo ao tio, Michael Jackson, no filme 'Michael' Foto: Direitos Reservados
O início da carreira, nos Jackson 5 Foto: Direitos Reservados
Os Jackson 5 foi o primeiro contacto de Michael Jackson com a fama Foto: Direitos Reservados
Cena do videoclipe 'Thriller' Foto: Direitos Reservados
Filme conta a ascensão de Michael Jackson a Rei da Pop Foto: Direitos Reservados
Trailer do filme foi o mais visto de sempre, no género musical Foto: Direitos Reservados

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A história de um menino abusado pelo pai que, mercê do talento, subiu aos píncaros da fama mas que, lá bem no topo, se sentia assustado e pouco à vontade.

É assim ‘Michael’, filme que se estreia nas salas nesta semana e que promete contar a história de Michael Jackson (1958-2009), mas só até 1988 – ou seja, quando o artista já tinha sido aclamado Rei da Pop mas ainda não tinham surgido sobre ele quaisquer queixas de abuso sexual de menores.

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O filme de Antoine Fuqua – que implicou um investimento dos herdeiros Jackson no valor de 132 milhões de euros – é apresentado como um tributo “à música, ao legado, à vida” do cantor e o produtor Graham King garante que o objetivo da obra “é humanizar, e não limpar, a imagem de ninguém”.

Seja como for, os especialistas da indústria auguram-lhe um percurso brilhante. Maior, até, do que o do anterior biópico do mesmo produtor, ‘Bohemian Rhapsody’, que conta a história dos Queen e arrecadou quatro Óscares da Academia. Mesmo antes da estreia, nesta quinta-feira, 'Michael' já tem bons números para apresentar: o trailer foi visualizado mais de 116 milhões de vezes nas primeiras 24 horas após o lançamento, em novembro, o maior número de sempre dentro do género.

E para um artista que, apesar de ter morrido há 17 anos, alimenta espetáculos musicias na Broadway e no West End, além de ter inspirado um espetáculo do Cirque du Soleil, as estimativas apontam que poderá somar, em bilheteira, mais de 850 milhões de euros.

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Mais dinheiro em caixa para a família Jackson, que tem um membro do clã no papel principal; Jaafar Jackson, filho de Jermaine e sobrinho de Michael, dá corpo ao tio “com uma semelhança que arrepia”, sublinham os críticos.

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