'Michael': o biópico que vem para quebrar recordes
Produtor garante que o filme não branqueia ninguém, mas a história termina antes das acusações de abuso de menores.
A história de um menino abusado pelo pai que, mercê do talento, subiu aos píncaros da fama mas que, lá bem no topo, se sentia assustado e pouco à vontade.
É assim ‘Michael’, filme que se estreia nas salas nesta semana e que promete contar a história de Michael Jackson (1958-2009), mas só até 1988 – ou seja, quando o artista já tinha sido aclamado Rei da Pop mas ainda não tinham surgido sobre ele quaisquer queixas de abuso sexual de menores.
O filme de Antoine Fuqua – que implicou um investimento dos herdeiros Jackson no valor de 132 milhões de euros – é apresentado como um tributo “à música, ao legado, à vida” do cantor e o produtor Graham King garante que o objetivo da obra “é humanizar, e não limpar, a imagem de ninguém”.
Seja como for, os especialistas da indústria auguram-lhe um percurso brilhante. Maior, até, do que o do anterior biópico do mesmo produtor, ‘Bohemian Rhapsody’, que conta a história dos Queen e arrecadou quatro Óscares da Academia. Mesmo antes da estreia, nesta quinta-feira, 'Michael' já tem bons números para apresentar: o trailer foi visualizado mais de 116 milhões de vezes nas primeiras 24 horas após o lançamento, em novembro, o maior número de sempre dentro do género.
E para um artista que, apesar de ter morrido há 17 anos, alimenta espetáculos musicias na Broadway e no West End, além de ter inspirado um espetáculo do Cirque du Soleil, as estimativas apontam que poderá somar, em bilheteira, mais de 850 milhões de euros.
Mais dinheiro em caixa para a família Jackson, que tem um membro do clã no papel principal; Jaafar Jackson, filho de Jermaine e sobrinho de Michael, dá corpo ao tio “com uma semelhança que arrepia”, sublinham os críticos.
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