A história do génio que foi preso por ser gay
Carlos Avilez apresenta ‘O Beijo de Judas’ de David Hare.
Oscar Wilde não foi só o escritor reconhecido pela verve criativa, pela capacidade de observação das pessoas, pela deteção – e denúncia – dos vícios e hipocrisias sociais. Foi também o homem que, por causa de uma paixão por alguém do mesmo sexo, se viu condenado e confinado à cadeia entre 1895 e 1897.
Em 1998, o britânico David Hare decidiu contar a história da paixão que conduziria o escritor à prisão e, finalmente, à morte prematura, aos 46 anos e escreveu a peça ‘O Beijo de Judas’. Apaixonado pelo texto, Carlos Avilez está a apresentá-lo no Teatro Mirita Casimiro, em Cascais.
"É uma peça maravilhosa, que queria fazer há muito tempo, mas cujos direitos só recentemente consegui adquirir", revela o encenador, que desafiou Renato Godinho para ser Oscar Wilde e João Gaspar para dar corpo ao belo mas egoísta Bosie (Lord Alfred Douglas).
"Tenho os intérpretes ideais para estas personagens e estou muito contente com o resultado: o espetáculo é muito belo e muito teatral e, acima de tudo, aborda temas que estão longe de terem sido ultrapassados. O mal-estar face à homossexualidade ainda perdura nas nossas sociedades ditas livres de preconceito", diz.
‘O Beijo de Judas’ tem ainda interpretações de Joana Bernardo, Miguel Amorim, Rodrigo Paganelli, Sérgio Silva e Tadeu Faustino e é para ver no Mirita Casimiro até 5 de maio.
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