A Ordem Moral: O amor proibido que chocou uma época

Herdeira do ‘Diário de Notícias’ arriscou tudo para fugir com o motorista... e ser feliz.

10 de setembro de 2020 às 08:32
/fotospublicadas/Fotos/2-36035351 (6874735) (Milenium) Foto: Direitos Reservados
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Chega esta quinta-feira às salas de cinema ‘A Ordem Moral’, uma produção de Paulo Branco realizada por Mário Barroso e escrita por Carlos Saboga, sobre uma mulher da alta sociedade de 1917 que enfrentou tudo e todos em nome do amor.

A Maria de Medeiros cabe a tarefa de interpretar a aparentemente frágil Maria Adelaide Coelho da Cunha, de 48 anos, herdeira do ‘Diário de Notícias’ e presa a um casamento lesado pelas infidelidades do marido, Alfredo da Cunha (Marcelo Urgeghe), que herdou por dote a administração e a direção do jornal. Mulher viajada, rica e culta, Maria Adelaide sentia-se castrada até conhecer Manuel Claro (João Pedro Mamede), um jovem de 26 anos, oriundo de Santa Comba Dão, alto e bem-parecido, que o marido contratou para seu motorista.

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Entre os dois viria a nascer uma paixão proibida que deu origem a um dos grandes escândalos no século XX, quando Maria Adelaide saiu de casa, o faustoso Palácio de São Vicente, na Graça, modestamente vestida e sem joias ou bagagem, e apanhou o comboio para Santa Comba Dão, onde o amante a esperava.

Quando Alfredo da Cunha percebeu que a mulher fugira para uma vida voluntária de pobreza, com um homem de condição inferior e metade da sua idade, fez o diagnóstico: estava louca. Como tal, internou-a num hospital psiquiátrico. Tem então início a longa batalha de Maria Adelaide para provar a sua sanidade mental e voltar para os braços de Manuel.

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