A Princesa Nicole
<p align="justify" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt">A atriz Nicole Kidman ficou triste com a rejeição dos príncipes do Mónaco, que não quiseram ver ‘Grace de Mónaco' depois de tentarem, sem sucesso, alterar o argumento do filme.
O realizador Olivier Dahan, esse, ficou ofendido quando o principado fez saber que considerava a obra um trabalho puramente comercial, “idealizado” e “longe da verdade dos factos”.
A crítica também não ajudou, e recebeu com frieza o filme que recorda um dos momentos mais tensos na vida política do Mónaco e que se centra na ação da princesa como mediadora de conflitos.
Na estreia, em Cannes, ‘Grace de Mónaco’ até teve direito a apupos e houve um crítico que escreveu que o “filme é um anúncio à Chanel de 104 minutos”.
Apesar de tudo, porém, poucos ousam criticar a protagonista, Nicole Kidman, que procura construir uma princesa digna de sonho, mesmo no meio na infelicidade. Até as suas lágrimas são lágrimas de princesa.
O que não contraria o que dela se conhece: mesmo com amigos, era reservada e não gostava de mostrar excessos de emoção (ler os ‘Diários de Andy Warhol’).
A ação do filme de Dahan arranca quando Grace termina a rodagem do seu derradeiro filme (‘Ladrão de Casaca’) e é anunciado o seu noivado com Rainier.
Há um salto no tempo, e reencontramo-la casada e com dois filhos, e, aos 33 anos, assediada por Alfred Hitchcock para regressar ao cinema e dar corpo à frígida ‘Marnie’. Mas o seu papel, agora, era outro, e o realizador mostra bem até que ponto é reduzida a liberdade de uma princesa (já tínhamos percebido com ‘Diana’, filme com Naomi Watts sobre Diana Spencer).
Só os muitos distraídos acreditam ainda em contos de fadas.
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