Academia Portuguesa de Cinema diz que obra de Mário Zambujal marcou cinema e audiovisual

Academia relembra que o autor nasceu em Moura, em 5 de março de 1936, tendo-se iniciado na escrita "muito jovem".

12 de março de 2026 às 17:43
Mário Zambujal Foto: Sérgio Martins
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A Academia Portuguesa de Cinema lamentou esta quinta-feira a morte do escritor, jornalista e argumentista Mário Zambujal, considerando que a sua obra "atravessou várias áreas da cultura portuguesa" e deixou "também uma marca relevante no audiovisual e no cinema".

Numa reação à morte de Mário Zambujal, ocorrida esta quinta-feira, aos 90 anos, a Academia Portuguesa de Cinema relembra que o autor nasceu em Moura, em 05 de março de 1936, tendo-se iniciado na escrita "muito jovem", publicando o primeiro conto "ainda adolescente".

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"Ao longo de décadas construiu uma carreira destacada no jornalismo português, passando por várias redações e assumindo cargos de responsabilidade em publicações como A Bola, Diário de Notícias, O Século, Record ou Se7e", e tornando-se também "uma figura conhecida do público através da rádio e da televisão", recorda a Academia em comunicado.

No campo da ficção, Mário Zambujal destacou-se com "Crónica dos Bons Malandros" (1980), o seu romance de estreia, "uma das obras mais populares da literatura portuguesa contemporânea", acrescentam, sublinhando que o livro viria a ser adaptado para cinema, numa longa-metragem realizada por Fernando Lopes.

Este trabalho do cineasta, prossegue a Academia, contribuiu "para levar ao grande ecrã o universo literário criado por Zambujal, aproximando a sua escrita do cinema português", acrescenta o comunicado.

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A Academia Portuguesa de Cinema lembra ainda que, décadas mais tarde, o livro voltaria a ser adaptado para o audiovisual, numa série de televisão exibida pela RTP1 em 2020, com realização de Jorge Paixão da Costa e oito episódios inspirados no romance original, "reforçando a permanência e atualidade da narrativa criada por Mário Zambujal".

"Além dessa ligação ao cinema através da adaptação da sua obra, Mário Zambujal colaborou também no audiovisual enquanto autor e argumentista, escrevendo para séries e programas de ficção televisiva e contribuindo para a consolidação da escrita de argumentos em Portugal", frisa a academia.

Mário Zambujal foi autor e coautor de guiões de séries como, entre outras, "Lá em Casa Tudo Bem" (1987), com Raul Solnado e Artur Couto e Santos, "Isto é o Agildo" (1995), com o humorista brasileiro Agildo Ribeiro, "Nós os Ricos" (1996) e "Os Imparáveis" (1996).

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Autor de uma obra "marcada pelo humor, pela observação social e por um olhar singular sobre a vida urbana portuguesa, Mário Zambujal deixa um legado que atravessa o jornalismo, a literatura e o audiovisual, mantendo presença duradoura na cultura portuguesa", conclui a Academia, apresentando condolências "à família, amigos e a todos que com ele trabalharam e privaram".

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