Actores filmam à borla

"Comércio do Porto!", grita o ardina. Segue-se a actriz Cleia Almeida, vestida à homem, e um polícia (João de Carvalho) que a leva presa. As cenas são em Lisboa, nos jardins do Palácio Ribeiro da Cunha, onde se recria o Porto de 1860. E fazem parte de ‘Maria Coroada’, mulher de meados do século XIX, líder de uma seita de Granja do Tedo (Tabuaço), regida por estranhos ‘mandamentos’.

19 de junho de 2012 às 01:00
CINEMA, ACTORES, LISBOA, FILME Foto: SERGIO LEMOS
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É a vida dela que Carlos Coelho da Silva quer pôr em filme, série de televisão e documentário, e, para cumprir esse propósito, fez primeiro um ‘teaser’. A compilação de breves minutos de filmagens (que resumem o conceito do projecto) vai depois ser ‘vendida’ a televisões e investidores.

"Lá fora faz-se muito isto, mas por cá não é comum. Estou a filmar em dois dias um ‘teaser’, um resumo de cinco minutos da história da Maria Coroada para vender o projecto", explica ao CM o realizador de ‘O Crime do Padre Amaro’ e ‘Amália – O Filme’. Aliás, muitos actores das suas obras anteriores estão em ‘Maria Coroada’. Para já, "todos a trabalhar ‘pro bono’", técnicos inclusive. Sandra Barata Belo, que já foi ‘Amália’, é disso exemplo. Para Carla Chambel, que interpreta o papel da irmã de Maria Coroada, "este é um projecto de qualidade garantida à partida".

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Também Jel, Diogo Morgado, Luís Mascarenhas, entre outros actores, foram unânimes na adesão, sem cachet, a este ‘ensaio’ do que deverá tornar-se numa megaprodução – uma vez encontrados os apoios e exibidores interessados. "Como o cinema está, com tudo parado, esta é a única forma de fazermos pela nossa profissão", diz, em nome de todos, Sofia Grilo, a ‘viúva rica’ que adere à seita liderada por Maria Coroada por "diversão".

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