Aguiar-Branco destaca voz única e carreira de talento e de generosidade de Luís Represas
Cantor Luís Represas morreu esta quarta-feira aos 69 anos vítima de doença prolongada.
O presidente da Assembleia da República considerou esta quarta-feira que o cantor Luís Represas teve uma carreira de talento e de generosidade, com "uma voz única" que levou a língua e a música portuguesa "mais longe".
O cantor Luís Represas morreu esta quarta-feira aos 69 anos vítima de doença prolongada.
José Pedro Aguiar-Branco, na sua mensagem, refere que Luís Represas manifestou várias vezes o desejo de atuar na Assembleia da República.
"Não aconteceu na escadaria, como chegou a ser pensado, mas nos Passos Perdidos, no centenário da Sociedade Portuguesa de Autores. Um momento singular, que ficará sempre na memória do Parlamento", recorda.
Para José Pedro Aguiar-Branco, Luís Represas possuía "uma voz única" e teve "uma carreira de talento e generosidade", que levou a música e a língua portuguesa "mais longe".
"Como o próprio cantava: há sempre alguém que nos faz falta", acrescenta o presidente da Assembleia da República.
Luís Represas nasceu em Lisboa, em 1956. Aos 20 anos fez parte do núcleo fundador dos Trovante, que se estreou com o álbum "Chão Nosso" e ganhou dimensão nacional ao terceiro álbum, "Baile no Bosque", em 1981.
O cantor comemorava este ano os 50 anos de carreira, divididos entre os Trovante e a solo, tendo atuado em março com os companheiros de sempre, no Meo Arena, em Lisboa, e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto. Para abril de 2027, tinha marcado dois concertos nos coliseus de Lisboa e do Porto.
Criador de canções como "Perdidamente", "Feiticeira" e "Timor", em 2005 Luís Represas foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito - grau de Comendador. Em 2016, recebeu a Medalha da Ordem de Timor-Leste.
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