"Ajudou a definir a cultura": As reações à morte de Jorge Salavisa, ex-diretor da CNB
Ministra da Cultura, Presidente da República, António Costa e Ferro Rodrigues recordam coreógrafo e bailarino.
O bailarino e coreógrafo Jorge Salavisa, que dirigiu o Ballet Gulbenkian e a Companhia Nacional de Bailado (CNB), morreu hoje, aos 81 anos, confirmou à agência Lusa fonte oficial da CNB.
A ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamentou esta segunda-feira a morte do bailarino, que classificou como um homem "que ajudou a definir a cultura em Portugal".
"A ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamenta a morte do bailarino, professor e diretor artístico Jorge Salavisa, nome maior da dança contemporânea, tanto nacional como internacionalmente, e um homem que ajudou a definir a cultura em Portugal", pode ler-se numa mensagem publicada na rede social Twitter pelo Ministério da Cultura.
Numa nota de pesar posterior, o Governo salienta que "ao longo das décadas, Jorge Salavisa ajudou a escrever a história da dança em Portugal, seja como bailarino, seja como professor de gerações de bailarinos ou diretor artístico".
"O que a dança contemporânea é, hoje, em Portugal, tem o cunho muito particular deste artista e pedagogo exemplar. O seu papel à frente do Ballet Gulbenkian e da Companhia Nacional de Bailado fizeram de Portugal um país pioneiro na relação entre coreógrafos, bailarinos e público", acrescentou o Ministério da Cultura.
Para Graça Fonseca, deve-se a Jorge Salavisa "uma história muito completa da diversidade e, a partir daí, a atividade dos artistas portugueses que, pela sua mão, encontraram sempre as condições para se poderem afirmar".
Marcelo Rebelo de Sousa: "professor tão exigente quanto generoso"
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enalteceu a memória de Jorge Salavisa, recordando-o como um "professor tão exigente quanto generoso" cuja missão de formação nunca seria terminada.
"Despedimo-nos hoje, já com saudade, de um homem invulgar, um bailarino virtuoso, um professor tão exigente quanto generoso, que ajudou a formar e deu palco aos mais talentosos bailarinos portugueses. Elevar o ballet nacional a um nível superior, aberto, tangível, ao alcance de todos: foi este o seu maior propósito - 'um sonho', assim definia Jorge Salavisa a sua missão, nunca impossível, nunca terminada", pode ler-se na mensagem publicada na página da Presidência da República.
O chefe de Estado salienta que recebeu a notícia da morte de Salavisa, aos 81 anos, com "profunda tristeza" e envia condolências a família e amigos.
António Costa: "Figura de referência da dança em Portugal"
"A nossa gratidão por uma vida inteira dedicada à cultura", lê-se na mensagem.
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