Almada Negreiros ‘vive’ aos 120 anos
Quem passar -a pé ou de elétrico - pela zona da Glória, em Lisboa, vai ter uma surpresa. Sete painéis estão montados rua acima, assinados por outros tantos artistas.
É a ‘Almada por Se7e', exposição que transforma a Calçada da Glória e o Largo da Oliveirinha numa galeria ao ar livre e que traduz, em imagens, a forma como o génio de Almada Negreiros continua a marcar as novas gerações.
A iniciativa da Galeria de Arte Urbana (GAU) - "muito acarinhada" pela vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto - assinala o arranque das celebrações dos 120 anos do artista modernista e, segundo Sílvia Câmara, prova que o "espírito revolucionário" de Almada Negreiros continua vivo.
"Desafiámos artistas de rua a criar as telas tendo como ponto de partida as temáticas, as ideias ou mesmo obras concretas do Almada - tanto a nível da literatura como das artes plásticas - e o resultado é este", diz a coordenadora da GAU, satisfeita por constatar que ninguém resiste a parar para apreciar os painéis.
Assinadas por sete criadores de rua - Pantónio, Mário Belém, Miguel Januário, João Samina, Tamara Alves, Pedro Batista e Fidel Évora - as obras ficarão expostas pelo menos até setembro. Até para "aproveitar bem a época turística".
O programa inclui outras exposições (Biblioteca Nacional e Museu do Chiado, por exemplo), tertúlias, reedições de livros (como ‘Manifesto Anti-Dantas') e um colóquio internacional. n
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