Alphaville: “Daremos rock duro a Cascais”
Os Alphaville tocam no festival ERP Remember Cascais, na próxima sexta-feira. Pretexto para uma entrevista ao seu vocalista, o carismático Marian Gold, que fundou a banda há 30 anos.
Correio da Manhã – Fundou os Alphaville há 30 anos. Alguma vez pensou chegar até 2012?
Marian Gold – Não. Mas na altura não pensava no futuro. Estava demasiado ocupado com as minhas ideias. Continuo igual.
– Sete discos em trinta anos, não parece muito...
– Há mais material, se pensarmos no que gravei a solo. Mas é verdade que não é muito. Talvez porque os Alphaville se foram reinventando a cada novo disco. Odeio repetir-me.
– Em trinta anos, apareceram e desapareceram muitas estrelas. Oque acha da música que se faz actualmente?
– Não é fantástico que a música continue a evoluir? Ouço muito as bandas indie. Acho que as melhores ideias vêm daí.
– E qual é a sua banda preferida?
– Muitas. Descobri recentemente os Soulsavers, uma banda fantástica a que o Dave Gahan [Depeche Mode] empresta a voz. E os Sleep Party People são altamente recomendáveis. Os Porcelain Raft são muito bons, os Memory House, do Canadá, são brilhantes. E gosto do rock psicadélico dos Karakoram e dos Astro, que são do Chile, imagine-se. Não aparecem nas revistas mas é fácil googlá-los.
– E o público, é diferente agora?
– Acho que não. Os estilos e os hábitos podem ter mudado, mas a performance musical continua a ser o mesmo ritual de sempre: uma relação mágica que se cria entre os músicos e o público.
– Quem é o seu público alvo?
– Nunca me preocupei com essa questão. Nos nossos concertos há sempre pessoas de todas as idades e não é raro acontecer-me ser o mais velho...
– Surpreende-o que os jovens continuem a gostar de ‘Big in Japan’ ou ‘Forever Young’?
– É muito recompensador. Escrever temas que se ouvem sempre com prazer é a melhor coisa que pode acontecer a um artista.
– É a sétima vez que vem a Portugal. Que espera deste concerto?
– Estamos a trabalhar num novo álbum, a lançar em 2013, e é óptimo poder sair da claustrofobia dos estúdios para tocar. Em Cascais, talvez o público não esteja lá por nós, mas nós estaremos lá por eles. Prometemos o nosso melhor: daremos do rock do mais duro que conseguirmos.
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