Amália e os seus papéis ‘ingratos’

Tal como no palco, Amália Rodrigues sabia mexer-se frente às câmaras, fintando os ‘tiques’ dos actores de cinema da época e gerindo a sua imagem com todo o cuidado. Mesmo que a maioria dos filmes em que entrou revelasse personagens de fraca intensidade dramática. É essa a tese do livro ‘Ver Amália – Os Filmes de Amália Rodrigues’, escrito pelo historiador Tiago Baptista e editado pela Tinta-da-China, ainda no âmbito dos dez anos da morte da fadista.

11 de novembro de 2009 às 00:30
Amália e os seus papéis ‘ingratos’ Foto: Paulo Trindade/Lusa
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De acordo com o autor da obra, a protagonista de ‘Capas Negras’ (1947) 'progressivamente foi revelando talento de actriz, apesar dos papéis ingratos e mal construídos que lhe davam'. Mais: a fadista, cuja última incursão no cinema foi em ‘As Ilhas Encantadas’ (1965), apresentava--se de forma natural no ecrã, o que, para Tiago Baptista, representa 'uma transferência da Amália figura pública para a personagem de ficção'.

As comemorações dos dez anos da morte de Amália prosseguem também na Fonoteca Municipal de Lisboa, com um ciclo de conferências. ‘A Referência de Amália nas Novas Gerações’ é o tema a discutir hoje, às 18h30, com a presença de Manuel Halpern. A entrada é livre.

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