Amigos dizem adeus a Linda Silva
“Perdi uma amiga, o que é dizer muito, pois a amizade é algo raro”, disse este domingo na Basílica da Estrela, em Lisboa, o fadista Carlos do Carmo na despedida à actriz Linda Silva, falecida sábado aos 69 anos, vítima de cancro.
O funeral, a que acorreram muitos nomes do panorama artístico nacional – como Octávio de Matos, Anita Guerreiro, Carlos Quintas ou Vítor de Sousa – terminou no cemitério do Alto de S. João, onde o corpo da artista foi cremado.
José Raposo, que trabalhou com Linda Silva, recorda “uma mulher de teatro completa” e “uma excelente colega”.
“Existia entre nós uma grande amizade – com ela e com o marido, o Morais e Castro. Eram excelentes pessoas e o facto da Linda ser um pilar da Casa do Artista quer dizer muito. Ela dedicou-se de alma e coração à causa”, diz José Raposo.
Manuela Maria, também ela membro da direcção da Casa do Artista, diz que Linda Silva vai fazer muita falta.
“A Linda era muito humana, estava sempre disponível e para além dos anos de amizade tenho também a lamentar a colega que me auxiliava neste projecto que nos é tão querido”, afirma.
Já Hélder Freire Costa, conta que os últimos anos foram duros para a actriz. “Ela perdeu a mãe, depois o irmão, depois a irmã – a Ivone Silva – e finalmente o marido. Dizia-me muitas vezes: Hélder, o que é que eu estou aqui a fazer? Era uma mulher muito só.”
Ao que Delfina Cruz, que se estreou profissionalmente ao lado de Linda Silva, acrescenta: “Foi um fim difícil. Ela ficou doente nos últimos três anos e sofreu muito. Mas todos temos de ir...”
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