Anne Teresa De Keersmaeker traz dança a Lisboa

Lisboa recebe Anne Teresa De Keersmaeker, uma das mais notáveis criadoras de dança contemporânea, entre 3 de Fevereiro e 30 de Novembro. Em conjunto com uma vasta equipa de bailarinos, a coreógrafa belga apresentará 14 das suas peças que apaixonam o público há mais de duas décadas.<br/><br/>

19 de janeiro de 2012 às 16:12
Anne Teresa de Keersmaeker, Companhia Nacional de Bailado, CCB, Lisboa, CNB, EGEAC, Câmara Municipal de Lisboa, Centro Cultural de Belém, Dança, Coreografia Foto: D.R.
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A temporada de espectáculos abre com a peça ‘Fase, Four Movements to the Music of Steve Reich' que sobe ao palco do Centro Cultural de Belém (CCB) já no próximo dia 3 de Fevereiro. ‘Rosas danst Rosas', ‘The Song' e ‘Cesena' são outras das 14 produções que a artista irá apresentar ao público lisboeta.

Para Anne Teresa de Keersmaeker, "é um prazer estar em Lisboa, uma cidade e um povo que eu adoro", confessando apenas que gostaria de conhecer melhor "a música portuguesa antiga".

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Numa conferência de imprensa realizada esta quinta-feira no Palácio Marquês de Pombal, a Câmara Municipal de Lisboa (CML), em parceria com o CCB, a Companhia Nacional de Bailado (CNB), a EGEAC, a Fundação Calouste Gulbenkian, entre outras instituições culturais, apresentou De Keersmaeker como a "artista na cidade Lisboa" em 2012.

Com um percurso académico que passou pela Mudra School de Maurice Béjarts, em Bruxelas, e o Departamento de Dança da New York University's School of the Arts, Anne Teresa De Keersmaeker iniciou a carreira em 1982, com ‘Face Four Movements to the Music of the Steve Reich', que os portugueses poderão agora rever.

"REFERÊNCIA INTERNACIONAL"

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Para Luísa Taveira, directora artística da CNB, a coreógrafa "é uma referência internacional". Conhecer a sua obra é "uma oportunidade única para todos aqueles que apreciam a dança e a arte em geral", acrescentou.

A criação de Keersmaeker é algo que "é impossível de ser descrito em apenas dez minutos", referiu Mark Deputter, director do Teatro Maria Matos, realçando a grandeza e a singularidade na forma como o corpo humano é utilizado pela artista nas suas produções.

Não esquecendo a conjuntura económica e social de crise que Portugal e outros países europeus atravessam, a belga não deixou de realçar a importância em encontrarmos uma forma de contornar esta situação e não sermos "engolidos pelas ondas" de negatividade e pessimismo.

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Quando questionada por um dos jornalistas presentes sobre "como encara a possibilidade de daqui a dez anos provavelmente já não poder continuar a actuar, a coreógrafa retorquiu em tom divertido: "Mas acha-me com cara de quem vai acabar a carreira?!"

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