Bando encerra festa dos 50 anos com 'Irmã Santomense'

Espetáculo bebe inspiração nas 'Mil e Uma Noites' e homenageia o Tchiloli de São Tomé e Príncipe.

12 de julho de 2026 às 01:30
'1001 Noites - Irmã Santomense’ Foto: Rita Santana
'1001 Noites - Irmã Santomense’ Foto: Rita Santana
'1001 Noites - Irmã Santomense’ Foto: Rita Santana
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É um dos espetáculos que celebram os 50 anos da companhia de teatro O Bando. Depois de ‘Irmã Persa’ (apresentado em 2023); ‘Irmã Palestina’ (2024) e ‘Irmã Mapuche’ (2025), o grupo de João Brites encerra a tetralogia inspirada na recolha de contos populares da Ásia e do Médio Oriente ‘As 1001 Noites’ com ‘Irmã Santomense’, proposta de teatro ao ar livre que bebe inspiração formal no Tchiloli, forma de teatro, música e dança cultivada em São Tomé e Príncipe.

Segundo o encenador Miguel Jesus a ideia é criar “uma ligação fácil e imediata, mas nem por isso mesmo profunda e significativa com o espectador”. “Usamos contos jocosos, desbragados, de tradição oral, e desafiamos o público a participar na festa e a revelar a forma como entende o perdão. Afinal, será esta Xerazade poupada a um fim trágico graças ao poder das suas histórias?”, questiona.

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O espetáculo esteve em cena em Palmela, sede de O Bando, (“onde foi muito acarinhado pelo público”) e tem agora apresentações agendadas para sexta e sábado (dias 17 e 18), nos Jardins do Bombarda, em Lisboa, seguindo depois para Coimbra (29, no Largo do Romal); Seixal (Festa do Avante, a 4 de setembro) e Guarda (Biblioteca Municipal, a 10 de setembro).

Os intérpretes – Adozia Cristo, Diogo Rocha, Fabian Bravo, Mick Trovoada, Nicolas Brites e Rita Brito – têm algo a dizer. “O espetáculo não propõe uma fuga à realidade. Assume que há problemas. Mas sublinha que, apesar disso, o homem tem a capacidade para ser feliz”, conclui Miguel Jesus.

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