"Batalha Atrás de Batalha" é favorito aos Óscares após vitória nos prémios PGA

Antes de entregar as estatuetas, a CEO Susan Sprung também mostrou preocupação com a ação militar dos Estados Unidos no Irão.

01 de março de 2026 às 07:39
Realizador Paul Thomas Anderson Foto: Alastair Grant/AP
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O filme de Paul Thomas Anderson "Batalha Atrás de Batalha" assumiu esta madrugada o favoritismo aos Óscares, depois de vencer os Prémios da Associação de Produtores, PGA Awards, que foram entregues em Los Angeles.

A 37ª edição da cerimónia coroou o filme protagonizado por Leonardo DiCaprio, Chase Infiniti e Sean Penn com a sua distinção máxima, o prémio Darryl F. Zanuck para Melhor Produção de Longa-Metragem. Nos últimos 16 anos, este prémio coincidiu 14 vezes com o vencedor do Óscar de Melhor Filme.

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"Batalha Atrás de Batalha" venceu contra outro potencial favorito, "Sinners" de Ryan Coogler, que batera o recorde ao tornar-se no filme mais nomeado de sempre pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas,com 16 indicações.

Também estavam nomeados "Bugonia", "F1","Frankenstein", "Hamnet", "Marty Supreme", "Valor Sentimental", "Train Dreams" e "Weapons".

Mas tem sido "Batalha Atrás de Batalha" a sair vitorioso das maiores entregas de prémios da temporada, incluindo Critics Choice Awards, Globos de Ouro e DGA Awards, em que Paul Thomas Anderson foi considerado o melhor realizador.

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O cineasta voltou a subir ao palco esta madrugada, noite em Los Angeles, para receber mais um prémio. No discurso, fez referência indireta ao drama que tem sido vivido em Hollywood com a guerra entre a Netflix e a Paramount Skydance para adquirir a Warner Bros.

"Seja qual for o caminho que se avizinha, o vosso trabalho este ano é tão espetacular", afirmou, dirigindo-se aos produtores Michael De Luca e Pam Abdy, que estiveram envolvidos não só em "Batalha Atrás de Batalha" como também "Sinners" e "Weapons".

"Partilho isto com vocês", continuou. "Nenhum de nós teria conseguido sem vocês os dois e toda a equipa que vos rodeia. Que continuem a brilhar, aconteça o que acontecer", disse. "É batalha atrás de batalha".

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A CEO da PGA (Producers Guild of America), Susan Sprung, também tinha feito uma referência à aquisição da Warner Bros. na abertura da cerimónia. Com a Netflix a recuar no acordo de compra e a dar a vitória à Paramount Skydance, Sprung disse que os produtores estão atentos ao impacto de uma consolidação tão importante e que a posição da PGA é defender um processo regulatório rigoroso.

Os prémios dos produtores são seguidos de perto devido à semelhança do processo de votação com a Academia. As organizações têm um número semelhante de membros que votam, cerca de 10.000, e usam um sistema de escolha por ranking para determinar o filme vencedor.

Nesta temporada de prémios, os dez filmes nomeados pela PGA coincidem na quase totalidade com os nomeados pela Academia, com uma exceção: a PGA optou por "Weapons" em vez do filme brasileiro "O Agente Secreto".

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Os PGA Awards são os últimos grandes prémios antes dos Óscares, que vão ser entregues a 15 de março, em Hollywood. A gala desta noite premiou ainda "KPop Demon Hunters" na categoria de Animação e "My Mom Jayne: A Film by Mariska Hargitay" em Documentário. Na televisão, "The Pitt" foi a melhor série, "The Studio" a melhor comédia e "Adolescence" a melhor minissérie.

Antes de entregar as estatuetas, a CEO Susan Sprung também mostrou preocupação com a ação militar dos Estados Unidos no Irão.

"Os eventos das últimas 24 horas deixaram-nos todos preocupados", afirmou, citada pela Variety. "Mesmo enquanto seguimos com as nossas vidas, mesmo enquanto celebramos, rezamos pela paz".

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