Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra reabre após obras de restauro
Intervenção foi realizada no âmbito do PRR. Obras de restauro decorrem ainda na basílica do palácio.
A biblioteca do Palácio Nacional de Mafra reabriu na sexta-feira, depois de concluídas as obras de restauro, disse esta segunda-feira o presidente da câmara municipal, responsável pela intervenção.
O autarca Hugo Moreira Luís afirmou à agência Lusa que "a parte das obras da biblioteca está concluída e a biblioteca reabriu na sexta-feira".
Por seu lado, em comunicado, a Museus e Monumentos de Portugal (MMP) referiu que "visitantes e investigadores poderão novamente aceder a um dos núcleos mais emblemáticos do Palácio".
"A intervenção realizada, no âmbito do PRR, integrou um esforço de valorização do monumento, com o objetivo de reforçar as condições de segurança, preservação e fruição deste espaço único do património nacional e mundial", acrescentou a empresa pública, que realçou o novo sistema de iluminação.
A biblioteca acolhe, no dia 24, a primeira de um ciclo de conferências promovido pelo Palácio Nacional de Mafra, pelo Centro de História da Universidade de Lisboa e pela Associação dos Amigos do Palácio de Mafra.
A iniciativa procura destacar o papel dos jovens investigadores e apresentar temas relativos à História de Portugal, evidenciando a relação e o contexto com a própria história do monumento de Mafra.
A primeira conferência intitulada "Os bastidores do poder: a diplomacia no reinado de D. João V" é da responsabilidade da investigadora Sónia Borges, do Centro de História da Universidade de Lisboa.
As obras de restauro decorrem ainda na basílica do palácio.
A empreitada, que abrange as obras de conservação e restauro da basílica e biblioteca, têm um orçamento de 2,8 milhões de euros.
Uma outra intervenção, no montante de 2,9 milhões de euros, está em curso com o intuito de conservar e reabilitar a envolvente e os claustros do palácio.
Ambas as empreitadas são financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Datado do século XVIII, o Palácio Nacional de Mafra, mandado construir pelo rei João V, com a riqueza resultante do ouro vindo do Brasil, é um dos mais importantes monumentos representativos do barroco em Portugal.
Os seis órgãos históricos, a biblioteca e o maior conjunto sineiro do mundo composto por dois carrilhões e 119 sinos, repartidos por sinos das horas, da liturgia e dos carrilhões, assim como as coleções de escultura italiana, de pintura italiana e portuguesa constituem o património mais importante.
O monumento alberga o Museu Nacional da Música, com uma das mais ricas coleções da Europa de instrumentos musicais, com um acervo composto por mil instrumentos dos séculos XVI ao XX, de tradição erudita e popular.
O Palácio Nacional de Mafra foi classificado como Património Cultural Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em julho de 2019.
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