Bloco diz que novo ministro da Cultura “é nome respeitado”

Catarina Martins diz que são as políticas públicas que interessam.

10 de abril de 2016 às 14:15
Bloco de Esquerda, BE, ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes Foto: Gregório Cunha/Lusa
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Luís Castro Mendes é uma boa escolha para ministro da Cultura?

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Luís Castro Mendes é uma boa escolha para ministro da Cultura?

A porta-voz do BE disse este domingo que o novo ministro da Cultura "é um nome respeitado", mas o que "interessa é o concreto das políticas públicas" porque "será preciso fazer muito para estar à altura do que o país precisa".

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Catarina Martins falava hoje à agência Lusa à margem do almoço comemorativo dos 17 anos do Bloco de Esquerda, tendo sido questionada sobre a escolha hoje conhecida do embaixador Luís Filipe Castro Mendes, atual representante de Portugal junto do Conselho da Europa em Estrasburgo, para novo ministro da Cultura, depois da saída de João Soares.

"O que é preciso agora é haver um mandato. É com certeza um nome respeitado, mas o que interessa é o concreto das políticas públicas para a cultura que Portugal não tem tido e precisa ter", defendeu, alertando que "será preciso fazer muito para estar à altura do que o país precisa neste momento".

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Na opinião da porta-voz bloquista, Portugal nunca efetivou, "de facto, na democracia esse direito de acesso à cultura e um país não será qualificado nem terá uma democracia exigente e uma cidadania ativa senão tiver a cultura presente no centro da política".

"O Bloco de Esquerda aqui estará como sempre para ser uma voz ativa sobre as políticas públicas da cultura, o acesso à cultura. Preocupa-nos muito o Orçamento do Estado para a Cultura, já o dissemos antes", vincou ainda.

Questionada sobre se a polémica que esteve em torno da saída de João Soares e uma reestruturação tão cedo fragiliza a pasta da Cultura, Catarina Martins foi perentória: "Fragilizar uma pasta como fragilizar um Governo é manter um ministro que não tenha condições, que não se considere que tem condições para ocupar o seu cargo e trabalhar no seu cargo plenamente".

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"Desse ponto de vista, julgo que esta é a solução boa. João Soares disse o que não podia ter dito, fez aquilo que devia fazer", concluiu.

João Soares demitiu-se na sexta-feira

O novo ministro da Cultura substitui na pasta João Soares que apresentou, na sexta-feira, ao primeiro-ministro, António Costa, a demissão das suas funções no Governo, invocando razões de solidariedade com o executivo.

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O pedido de demissão, aceite pelo primeiro-ministro, foi feito na sequência de ameaças de agressão física aos comentadores Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente, do jornal Público, e constitui a primeira 'baixa' do XXI Governo Constitucional, menos de cinco meses após a tomada de posse.

A demissão foi apresentada depois de o primeiro-ministro, na noite de quinta-feira, em declarações aos canais de televisão, ter pedido desculpa aos colunistas do Público, nomeadamente Augusto M. Seabra, por quem confessou "particular estima", e Vasco Pulido Valente, por quem declarou "consideração".

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