Bonnie Tyler: Calou-se a voz rouca que marcou a história da música
Cantora morreu aos 75 anos, no hospital de faro. Em 2021, em entrevista ao CM, dizia que os portugueses eram "abençoados".
Começou a sua carreira como 'backing vocal', mas encontrou o seu próprio sucesso em 1977 com o êxito 'It's a Heartache'. Dizia que nunca saía de moda, que nunca tinha usado drogas e que gostava que todos pudessem viver até aos 120 anos. Bonnie Tyler, a voz rouca que marcou a história da música, sobretudo na década de 1980, morreu esta quarta-feira no Hospital de Faro onde estava internada há várias semanas na sequência de uma perfuração do intestino. Já tinha passado por um coma induzido e por uma paragem cardiorrespiratória. A noticia foi dada pela família que, na nota de pesar, informava que “Bonnie faleceu inesperadamente... num hospital em Portugal, em sequência da doença para a qual estava a ser tratada". Tinha 75 anos.
Nascida a 8 de junho de 1951, Skewen, País de Gales, Reino Unido, Bonnie Tyler (nome artístico de Gaynor Hopkins) vivia em Albufeira, em Portugal, praticamente em permanência desde 2020 (mas a sua relação com o nosso país vinhas desde os anos 70). Em entrevista ao CM, em 2021, contava que tinha sido a pandemia que a tinha feito ficar mais tempo no nosso país. "Eu e o meu marido fomos uns sortudos. Viemos para o Algarve para uma semana de férias e, por causa da pandemia, fomos ficando", dizia. "É a primeira vez desde os meus 17 anos que não trabalho [risos]. Até aproveitei para fazer coisas que nunca tinha feito, como aprender a nadar. Foi preciso chegar aos 69 anos para perder o medo da água [risos]", gracejava na altura. "Nunca me canso de aqui estar. Costumo dizer aos meus amigos portugueses que são abençoados por terem nascido em Portugal. É um dos países mais bonitos do mundo".
Para além de 'It's Heartache', popularizou ainda temas como 'Holding Ou For a Hero' ou 'Total Eclipse Of a Heart', canções que imortalizou no seu timbre rouco bem peculiar e que ganhou na década de 1970 após uma cirurgia nas cordas vocais para a remoção de uns nódulos. Apesar de não ter a carreira profícua dos anos 70 e 80, continuava a dar concertos e a gravar discos, sendo que o último trabalho de originais tinha lançado em 2021. Por essa altura até dizia que a sua voz estava mais forte do que nunca. Teve um único marido ao longo da vida, o promotor imobiliário e ex-atleta de judo Robert Sullivan, o seu primeiro namorado sério, com quem se casou em 1973. Sobre a fama costumava dizer que o melhor dela foi ter-lhe dado a possibilidade de comprar uma casa para os pais.
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