Bonnie Tyler: Calou-se a voz rouca que marcou a história da música

Cantora morreu aos 75 anos, no hospital de faro. Em 2021, em entrevista ao CM, dizia que os portugueses eram "abençoados".

10 de julho de 2026 às 01:30
Bonnie Tyler
Bonnie Tyler Foto: DR
Bonnie Tyler Foto: Direitos Reservados
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Começou a sua carreira como 'backing vocal', mas encontrou o seu próprio sucesso em 1977 com o êxito 'It's a Heartache'. Dizia que nunca saía de moda, que nunca tinha usado drogas e que gostava que todos pudessem viver até aos 120 anos. Bonnie Tyler, a voz rouca que marcou a história da música, sobretudo na década de 1980, morreu esta quarta-feira no Hospital de Faro onde estava internada há várias semanas na sequência de uma perfuração do intestino. Já tinha passado por um coma induzido e por uma paragem cardiorrespiratória. A noticia foi dada pela família que, na nota de pesar, informava que “Bonnie faleceu inesperadamente... num hospital em Portugal, em sequência da doença para a qual estava a ser tratada". Tinha 75 anos.

Nascida a 8 de junho de 1951, Skewen, País de Gales, Reino Unido, Bonnie Tyler (nome artístico de Gaynor Hopkins) vivia em Albufeira, em Portugal, praticamente em permanência desde 2020 (mas a sua relação com o nosso país vinhas desde os anos 70). Em entrevista ao CM, em 2021, contava que tinha sido a pandemia que a tinha feito ficar mais tempo no nosso país. "Eu e o meu marido fomos uns sortudos. Viemos para o Algarve para uma semana de férias e, por causa da pandemia, fomos ficando", dizia. "É a primeira vez desde os meus 17 anos que não trabalho [risos]. Até aproveitei para fazer coisas que nunca tinha feito, como aprender a nadar. Foi preciso chegar aos 69 anos para perder o medo da água [risos]", gracejava na altura. "Nunca me canso de aqui estar. Costumo dizer aos meus amigos portugueses que são abençoados por terem nascido em Portugal. É um dos países mais bonitos do mundo". 

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Para além de 'It's Heartache', popularizou ainda temas como 'Holding Ou For a Hero' ou 'Total Eclipse Of a Heart', canções que imortalizou no seu timbre rouco bem peculiar e que ganhou na década de 1970 após uma cirurgia nas cordas vocais para a remoção de uns nódulos. Apesar de não ter a carreira profícua dos anos 70 e 80, continuava a dar concertos e a gravar discos, sendo que o último trabalho de originais tinha lançado em 2021. Por essa altura até dizia que a sua voz estava mais forte do que nunca. Teve um único marido ao longo da vida, o promotor imobiliário e ex-atleta de judo Robert Sullivan, o seu primeiro namorado sério, com quem se casou em 1973. Sobre a fama costumava dizer que o melhor dela foi ter-lhe dado a possibilidade de comprar uma casa para os pais.  

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