Canção de Coimbra perde mestre da viola
Durval Moreirinhas morreu aos 80 anos esta segunda-feira, em Lisboa, vítima de enfarte.
A notícia deixou de luto a balada de Coimbra. Durval Moreirinhas morreu esta segunda-feira, em Lisboa, aos 80 anos, vítima de enfarte.
Nascido em Celorico de Basto a 11 de abril de 1937, mas a residir em Coimbra desde os dez anos, aprendeu a tocar viola pela mão do pai, um oficial do Exército apaixonado pela canção coimbrã.
A sua arte foi de imediato reconhecida quando integrou, aos 15 anos, a Tuna Académica da Universidade, assim como o Orfeon Académico de Coimbra.
José Afonso e Amália Rodrigues foram dois dos artistas que acompanhou em disco e ao vivo, sendo considerado um dos mais perfeitos compositores e intérpretes à viola do fado da cidade dos estudantes.
Em 1961, com José Niza, gravou as primeiras baladas da voz de ‘Grândola, Vila Morena’ e participou na gravação do disco de estreia de Adriano Correia de Oliveira.
Com um percurso musical de mais de cinco décadas, participou na gravação de mais de 30 álbuns a acompanhar as melhores vozes de Coimbra e do País. Foi também um dos artistas mais internacionais da sua geração, apresentando a sua arte em países como França, Estados Unidos, Suécia, Canadá, Brasil, Espanha e Argentina.
Um dos momentos mais marcantes da sua carreira foi a 29 de janeiro de 1983, no Coliseu de Lisboa, ao acompanhar José Afonso naquele que foi o seu último concerto.
O funeral é amanhã, em Oliveira do Hospital.
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