Caretos querem ser património

As tradicionais Festas de Inverno de Trás-os Montes e Norte de Espanha (Castela), nas quais pontuam os carismáticos ‘caretos’, querem ser candidatas a Património Imaterial da Humanidade.

10 de novembro de 2005 às 00:00
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A iniciativa assume-se como um ‘projecto ibérico’ já que, de ambos os lados da fronteira, várias foram as entidades que uniram esforços para levar a candidatura ‘a bom porto’. Com vista à preparação da mesma, estão já previstas quatro intervenções na região transfronteiriça. Entre estas, contam-se a construção de um museu da máscara (na zona histórica de Bragança), o reconhecimento das Festas de Inverno como evento de interesse turístico, a elaboração de um estudo sobre o território fronteiriço e ainda a promoção e divulgação conjunta de um roteiro de actividades locais.

No entanto, estas intervenções (com excepção do museu), essenciais ao reconhecimento da UNESCO, estão dependentes de um financiamento que ainda não chegou.

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Os promotores da candidatura, liderada pelo presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, aguardam de momento a resposta do ‘Interreg’, um programa comunitário com vista ao financiamento de iniciativas transfronteiriças, ao qual já foram solicitados cerca de 500 mil euros. Caso o pedido seja recusado, o projecto da candidatura será suspenso.

As festas do solstício de Inverno realizam-se anualmente entre o Natal e o Carnaval, nos dois lados da fronteira, e estão directamente associadas à emancipação dos jovens rapazes. Por isso são também conhecidas como ‘Festas dos Rapazes’ ou ‘Mascaradas’(em Espanha). O nome pelo qual são conhecidos os mancebos, ‘caretos’, deve-se à indumentária usada pelos mesmos, que inclui máscaras de lata ou madeira que cobrem o rosto, cintos de chocalhos, bem como coloridos fatos de lã, feitos geralmente com restos de outros tecidos.

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