Carlos Rayo: "Escrever é o meu grito do Ipiranga"

O advogado Carlos Cruz tem um novo título no mercado. 'Urânio' é um thriller jurídico e é protagonizado por uma mulher.

31 de maio de 2026 às 01:30
Carlos Rayo lança 'Urânio', um thriller jurídico com uma protagonista feminina Foto: Pedro Ferreira
Guilherme d'Oliveira Martins fez, em Lisboa, a apresentação do livro Foto: Pedro Ferreira
Carlos Rayo e Guilherme D'Oliveira Martins na apresentação de 'Urânio' Foto: Pedro Ferreira
Este é o segundo romance de Carlos Rayo, pseudónimo literário do advogado Carlos Cruz Foto: Pedro Ferreira
O escritor Carlos Rayo a dar autógrafos Foto: Pedro Ferreira
Sessão de apresentação da obra 'Urânio', publicada pela Sopa de Letras Foto: Pedro Ferreira

1/6

Partilhar

A primeira surpresa: o protagonista do novo livro de Carlos Rayo (pseudónimo literário de Carlos Cruz), é uma mulher. Natércia. Naty para os amigos. Ao CM, o advogado, na sua segunda investida como escritor, admite que esse foi mesmo o maior desafio deste ‘Urânio! Intriga Internacional no Alentejo’ (Sopa de Letras).

Um ‘thriller’ passado em ambiente de tribunal e que envolve política, meio-ambiente e um monumental esquema de corrupção. “Dizem que todos os homens têm uma faceta feminina, mas para mim não me foi nada fácil meter-me na cabeça de uma mulher”, começa por dizer.

Pub

“Quis fazê-la complexa, com forças e fraquezas – como toda a gente –, mas com aquele repentismo, aquela intuição que é tão tipicamente feminina”, completa.

Naty, uma advogada de província a quem um dia oferecem um salário milionário, desconfia. E começa a investigar o que está por trás do emprego que lhe caiu no colo como por milagre. E percebe exatamente o que lhe está a ser pedido a troco de tanto dinheiro... A sua decisão será, para muitos, surpreendente.

“Ela não é uma heroína, mas é uma grande mulher”, concorda o autor, que, depois de ‘A Alegre Sereia’, publicado no ano passado, parece ter ganhado o gosto à literatura.

Pub

“Ao fim de 50 anos de atividade como advogado confinado à escrita jurídica, que é tão espartilhada, escrever romances é uma libertação da qual já não prescindo. Escrever é o meu grito do Ipiranga”, admite, revelando ter um novo título (para sair no final do ano).

“Quando começo a escrever, normalmente a obra já está toda escrita na cabeça. Este ‘Urânio!’ demorou mais tempo a planear mentalmente do que propriamente no ato de escrita, que só me tomou seis meses”, revela Carlos Rayo, que garante não ter “grandes expectativas” sobre a receção da obra. “Escrevo por prazer. Se gostarem, melhor ainda.”

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar