Cavaleiros sim, toiros não!
O público que, no passado domingo, quase encheu as bancadas da carismática praça do Sobral de Monte Agraço, esperaria que o curro do Eng. Jorge de Carvalho, bem apresentado mas a revelar mansidão, permitisse uma tarde de toiros com outro sinal.
Luís Rouxinol esteve bem por cima do primeiro que lidou com maestria e saber, obrigando-o a investir com uma brega de classe. No quarto, que andou um pouco melhor, a sua atuação subiu de tom, a merecer aplausos e foi rematada com um excelente par a duas mãos nos médios.
Filipe Gonçalves está em alta e fez demonstração da categoria das montadas, tirando do segundo à custa de lhe mostrar o cavalo em sortes cambiadas e galope em duas pistas. No quinto, o mais potável da corrida, voltou a luzir-se no mesmo estilo, rematando com ferros de violino e bandarilhas a duas mãos e alguns adornos que valem pela exuberância.
João Maria Branco entendeu-se com o pior lote. Um terceiro que saía da brega para buscar as tábuas, e o que fechou praça que nelas se fixou logo que saiu e obrigou o cavaleiro a entrar pelos sesgos, obrigando a duas lides esforçadas para cumprir a papeleta com a ferragem da ordem a justificar aplausos.
Tarde com algumas dificuldades para os forcados, com pegas de João Matos, António Faria e Nuno Gonçalo, por Vila Franca, e Mário Duarte Ferreira, Diogo Cruz (a de maior emoção) e Igor Rabita pelos da Chamusca.
Dirigiu com acerto Lourenço Luzio, acolitado pelo dr. José Manuel Lourenço.
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