Cerimónia fúnebre de João Canijo ocorre na terça-feira em Lisboa

Realizador estará em câmara ardente na terça-feira, a partir das 19h, na Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos.

02 de fevereiro de 2026 às 19:38
João Canijo, realizador português, faleceu aos 68 anos, com grande impacto no cinema Foto: Soeren Stache/DPA
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O realizador português João Canijo, que morreu na quinta-feira aos 68 anos, terá uma cerimónia fúnebre na terça-feira, na Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos, em Lisboa, foi esta segunda-feira anunciado.

De acordo com a funerária Servilusa, o realizador estará em câmara ardente na terça-feira, a partir das 19:00, na Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos, em Lisboa, sendo-lhe prestada homenagem pelas 20:00.

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Não foram adiantadas informações sobre o funeral, que deverá ser reservado à família.

João Canijo morreu perto de Vila Viçosa, distrito de Évora, onde repartia habitualmente residência com Lisboa. Apesar de não ter sido confirmada a causa de morte, a imprensa portuguesa escreveu que o realizador morreu de doença súbita.

O realizador estava a finalizar o mais recente projeto de cinema, o filme "Encenação", assim como a filmagem, há cerca de duas semanas, de uma peça de teatro com ele relacionada, intitulada "As Ucranianas".

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João Manuel Altavilla Canijo nasceu em 1957, no Porto, onde frequentou o curso de História na Faculdade de Letras entre 1978 e 1980, tendo descoberto a paixão pelo cinema logo de seguida.

Parte da geração de realizadores que sobressaiu sobretudo nos anos 1990, juntamente com Pedro Costa e Teresa Villaverde, João Canijo começou por ser assistente de realização de cineastas como Manoel de Oliveira, Wim Wenders, Alain Tanner e Werner Schroeter.

Para a História do cinema português deixa filmes como "Sapatos Pretos" (1998), "Noite Escura" (2004), "Mal Nascida" (2007), "Sangue do Meu Sangue" (2011), "Fátima" (2017) e o díptico "Mal Viver" e "Viver Mal" (2023).

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Dos filmes mais recentes, João Canijo dizia que "Mal Viver" (2023), um drama psicológico intenso sobre uma família de mulheres de diferentes gerações que gerem um hotel, era o seu melhor filme, fruto de um método de trabalho de construção de personagens com o elenco que foi sendo apurado ao longo da carreira.

Com "Mal Viver", venceu o Urso de Prata, prémio do júri do Festival de Cinema de Berlim, em 2023, ano em que recebeu também um prémio de carreira no festival de cinema Cineuropa, em Santiago de Compostela, Espanha.

No último projeto, "Encenação" e "As Ucranianas", João Canijo voltou a trabalhar com um elenco de atrizes que entraram em muitos dos filmes anteriores, nomeadamente Rita Blanco, Anabela Moreira, Beatriz Batarda e Cleia Almeida.

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